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Filho de vereador de Fortaleza preso com entorpecentes

sexta-feira, 12 de Janeiro 2018

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A investigação aponta que a droga veio do Rio de Janeiro e teria sido revendida em Fortaleza, durante as festas do período carnavalesco.
Três homens foram presos em posse de 324 frascos de lança-perfume, na tarde da última quarta-feira (10). A operação, feita pelo 6º Distrito Policial, em Messejana, aponta que a intenção dos rapazes era vender o material durante os festejos de Carnaval e Pré-Carnaval em Fortaleza, cujo calendário oficial começa hoje. Um dos suspeitos, conforme apurado, é filho de um vereador de Fortaleza.

Os frascos, armazenados em duas malas, estavam sendo guardados na casa de um dos homens capturados. Segundo o delegado Bruno de Figueiredo, titular da Delegacia 6ºDP, o material entorpecente seria comercializado durante os eventos na Capital, com um valor médio de R$ 140, totalizando R$ 45.360 em produtos apreendidos pelos policiais civis. A droga será encaminhada à Perícia Forense do Ceará (Pefoce) para comprovar a existência do princípio ativo do lança-perfume, o cloreto de etila.

Conforme as investigações, o grupo já havia vendido uma parte da droga, levando em conta conversas dos presos com terceiros através de um aplicativo de celular. O material havia sido transportado do Rio de Janeiro e seria distribuído na própria capital cearense, sem perspectiva de ser mandado para cidades do Interior – todos os frascos, observa o delegado, trazem na embalagem uma sigla (presumivelmente do fornecedor) e uma imagem da estátua de Iracema, cartão postal da cidade.

Bruno de Figueiredo conta que nessa época do ano, ao se aproximar o Carnaval, é comum que ocorrências de tráfico de drogas em geral ganhem mais atenção por parte das fiscalizações por haver pré-disposição para tais. Há, no entanto, destaque para o lança-perfume, que é tipicamente consumido durante esses festejos.

Suspeitos
Foram capturados os suspeitos David Louis Araújo Girão Sales, 28, Edivando Ferreira de Sousa, 31, e Marcos Cleison Alves de Moura, 25. Edivando é o único dos três que já tinha passagem pela polícia, com um inquérito por furto, além de constar crimes ambientais e de violação de domicílio em sua ficha.

Conforme as investigações preliminares, Edivando seria responsável por trazer a droga do Rio de Janeiro, com David surgindo como encarregado por regimentar a venda em Fortaleza. Marcos, por sua vez, atuava como motorista e dispôs sua residência para guardar os produtos ilícitos. Eles foram autuados pelo artigo 33 da Lei de Tóxicos (tráfico de entorpecentes).

David Girão, conforme apurado, é filho do vereador de Fortaleza Luciram Girão (PDT) e sobrinho do deputado estadual Lucílvio Girão (PP), tendo chegado a falar isso à polícia após sua captura. Procurado por O Estado para se pronunciar sobre o caso, o gabinete do vereador não deu resposta até o fechamento desta edição.

Captura
Ao receberem, na delegacia do 6ºDP, informações de que pessoas usando um determinado veículo estariam traficando lança-perfume, os policiais atuantes na investigação começaram a acompanhar o caso. Na manhã da última quarta-feira (10), o carro foi até uma casa do bairro Parque São Miguel, passando algum tempo lá. Em seguida, três homens voltaram ao veículo e se dirigiram ao bairro Cidade dos Funcionários, onde pararam em uma churrascaria para almoçar.

Os policiais, então, abordaram o trio e verificaram o veículo, encontrando uma pequena quantidade de lança-perfume. De lá, dirigiram-se à casa onde os homens estavam, anteriormente, e no local constataram a presença de duas malas cheias de frascos da droga. Os três receberam voz de prisão.

Cinco policiais atuaram na captura em dois veículos, ambos descaracterizado – seguindo o carro dos suspeitos com proximidade e mantendo mais distância e estando presente para o caso de ser necessária uma identificação como agentes da Polícia. A delegacia deverá continuar investigando o caso, de modo a chegar aos fornecedores dos frascos. “Se outras pessoas pegaram a droga para revender, vamos atrás deles para verificar, seja dentro desse inquérito ou em outro inquérito policial”, diz Bruno.

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