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Gegê e Paca: piloto envolvido em mortes pode receber habeas corpus

quarta-feira, 04 de setembro 2019

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Acusado de integrar a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e de participar dos crimes que vitimaram os líderes do grupo, Rogério Jeremias de Simone, o “Gegê do Mangue”, e Fabiano Alves de Souza, o “Paca”, Felipe Ramos Morais, que pilotava o helicóptero usado para levar a dupla ao local dos assassinatos, pode ser livre após o julgamento do pedido de habeas corpus, que acontece hoje, durante sessão na 2ª Câmara Criminal, do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE). O piloto paulista, de 32 anos, encontra-se preso na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
A defesa de Felipe Ramos alega que o acusado colaborou de forma efetiva com as investigações desde o momento de sua prisão (que ocorreu no dia 14 de maio do ano passado, em um balneário na cidade goiana de Caldas Novas), repassando às autoridades informações importantes sobre o caso, delatando todo o esquema criminoso. A delação premiada teria ficado acertada entre as partes, porém, de acordo com os advogados Diogo Melo Pena e Mariza Almeida Ramos Morais (mãe de Felipe), o acusado não teria sido agraciado os benefícios previstos pelo acordo de colaboração. Caso o habeas corpus seja concedido pela Justiça, Felipe Ramos Morais ficará em liberdade à espera do julgamento, que ainda não tem data para ser realizado.
Ao todo, 10 pessoas aparecem como acusadas no processo, são elas: Gilberto Aparecido dos Santos, o ‘Fuminho’; Erick Machado Santos, o ‘Neguinho Rick da Baixada’; Tiago Lourenço de Sá de Lima, o ‘Tiririca’; André Luís da Costa Lopes, o ‘Andrezinho da Baixada’; Ronaldo Pereira Costa; Carlenilto Pereira Maltas, o ‘Ceará’; Renato Oliveira Mota; Felipe Ramos Morais; Maria Jussara da Conceição Ferreira Santos e Jefte Ferreira Santos. O piloto é acusado por homicídio qualificado, organização criminosa e falsificação de documento.

O caso
No dia 15 de fevereiro de 2018, Rogério Jeremias de Simone, o “Gegê do Mangue”, e Fabiano Alves de Souza, o “Paca”, líderes do PCC, foram levados de helicóptero a uma reserva indígena, em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza, onde foram executados. Gegê recebeu um tiro fatal no rosto, já Paca foi alvejado com quatro disparos. O duplo homicídio desencadeou uma guerra interna na facção, já que as mortes seriam frutos de traição.

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