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Hospitais receberam 1.655 litros de leite

quarta-feira, 02 de agosto 2017

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No período entre janeiro e julho de 2017, foram coletados 1.655 litros de leite através do cadastro de 1.490 mães doadoras. O alimento coletado foi destinado a bebês internados em quatro hospitais da rede pública estadual – Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Hospital Geral Dr. César Cals, Hospital Infantil Albert Sabin (Hias) e Hospital Regional Norte de Sobral.

O número equivale a uma média de cerca de 236 litros por mês, menor do que a quantidade média coletada durante o ano de 2016, equivalente a 328 litros mensais. Durante o ano passado, foram doados 3.940 litros de leite por 4.256 mães doadoras. No entanto, segundo o titular da Secretaria de Saúde do Estado, Henrique Javi, os números alcançados nos últimos anos têm sido de modo geral muito positivo e têm quebrado recordes de doações de leite.
Conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde, os bebês devem receber leite materno até pelo menos os dois anos de idade, devendo ser alimento exclusivo durante os seis primeiros meses de vida – entre seis meses e dois anos, o leite deve ser complementado com outros tipos de comida.

Mães que tenham interesse em doar leite podem procurar um dos hospitais que recebem essas doações, mas têm que estar atentas aos requisitos exigidos. Deve-se apresentar excesso de leite, estar saudável, não fumar, não usar drogas ou ingerir álcool e não tomar medicamentos que possam prejudicar a doação. É preciso, ainda, ter em mãos o cartão do pré-natal e um documento oficial com foto.

Aleitamento materno
Como parte da programação para a Semana Mundial de Aleitamento Materno, a Sesa e o gabinete da primeira-dama do Estado promoveram, ontem, o Seminário Estadual do Aleitamento Materno.

A SMAM lançada pela Aliança Mundial para Ação em Amamentação (WABA) em 1992, tem o objetivo de dar visibilidade ao aleitamento materno, promovendo a prática. O tema este ano é: “Trabalhar juntos para o bem comum” e o slogan: “Amamentar. Ninguém pode fazer por você. Todos podem fazer junto com você”.
A iniciativa vem junto à crescente atenção dada ao assunto: 2017 é o primeiro ano em que o Brasil articula oficialmente o Agosto Dourado, mês dedicado a reforçar a importância da amamentação.

Conforme Fernanda Monteiro, coordenadora de Ações de Aleitamento Materno da Coordenação Geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde (CGSCAM/MS), tem havido avanço nos indicadores de aleitamento materno no Brasil, nos últimos anos. “Percebemos que a mulher está mais informada, sabe onde buscar apoio e tem percebido o quanto a amamentação é importante para o bebê e para ela própria”, conta. No entanto, ela considera que ainda há muito a se melhorar.

Encabeçando o evento, a primeira-dama do Estado, Onélia Leite, explica que a importância do ato vai além da nutrição do bebê e do leite como alimento: “É importante também esse contato, o afeto do momento, isso é muito rico para o desenvolvimento emocional da criança e para a mãe também”.

Márcia Machado, enfermeira e pró-reitora de Extensão da UFC, conta que além disso o custo zero para a mãe é uma vantagem frente à compra e ao preparo de outros alimentos. Segundo Fernanda, a prática pode ter um reflexo positivo na sociedade de modo geral: as crianças amamentadas de modo regular e pelo tempo necessário têm em geral maior QI e acaba tendo maior poder econômico ao crescer. Além disso, sofre menos riscos de ter doenças crônicas como diabetes, o que acaba desafogando os serviços de saúde. “Aumentando 10% nos indicadores de aleitamento, economiza-se US$ 6 milhões por ano”, conta.

Programação em favor da amamentação
A Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (MEAC), do Complexo Hospitalar da UFC/Ebserh, preparou programação especial para a Semana Mundial do Aleitamento Materno. A abertura oficial na instituição será hoje, às 8h30, no auditório da Maternidade.
Serão 60 atividades incluindo oficinas, palestras, sessões educativas, rodas de conversa e jogos. Tudo conduzido por médicos, enfermeiros, nutricionistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, entre outros especialistas. Como público, além de gestantes e mães internadas nas enfermarias e ambulatórios, a programação será dirigida a acompanhantes, profissionais, mães com bebês na unidade neonatal e demais interessados.
Entre os benefícios do aleitamento para o bebê estão redução da obesidade, do diabetes, dos problemas gastrointestinais e alergias. “Amamentar não é só matar a fome, é dar nutrição, dar saúde”, afirma Marielle Ribeiro, enfermeira do Banco de Leite Humano da MEAC. Segundo a médica Nerci Ciarlini, infecto-pediatra da MEAC, um bebê que amamenta, exclusivamente adquire a imunidade da mãe. “A importância do aleitamento materno como alimentação exclusiva do bebê até os seis meses de idade é, também, porque o leite vai servir como uma vacina para esse bebê.
Os anticorpos maternos passam para o filho, que vai ter o primeiro ano de vida muito mais tranquilo, em geral sem precisar tomar medicamentos”. A médica reforça que é preconizada a amamentação até os 2 anos de idade, acompanhando a introdução alimentar a partir dos seis meses de vida do bebê e é sempre importante priorizar o leite materno à fórmula.

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