sábado, 16 de fevereiro de 2019.
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Infarto: dieta e atividade são aliados na prevenção

segunda-feira, 11 de fevereiro 2019

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Para evitar as doenças cardiovasculares, o primeiro passo é ter uma vida mais saudável. Uma alimentação com baixa calorias, pobre em gorduras, é fundamental para evitar problemas com a saúde. Pessoas sedentárias, com alimentação abundante em gordura e açúcar, obesas e que fumam, por exemplo, têm maior probabilidade de desenvolver doenças cardíacas e vasculares, como infarto e derrame.
Entre as doenças cardiovasculares mais comuns, o infarto agudo do miocárdio é uma das que mais matam. No Ceará, os dados parciais de 2018 registram 15.288 óbitos por doenças do aparelho circulatório, sendo 4.369 vasculares cerebrais, 5.016 isquemias do coração (diminuição do oxigênio que chega ao coração) e 1.780 hipertensivas. Desse total, 4.290 foram vítimas de infarto agudo do miocárdio. “Essa obstrução é consequência da formação de um coágulo que bloqueia a passagem de sangue e leva à necrose (morte) do músculo cardíaco”, explica Alexandre Karbage, cardiologista do Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes.
As placas de gordura nas artérias aumentam as chances de infarto e derrame. O maior índice de óbitos por doenças cardiovasculares no Estado é na faixa etária entre 30 e 69 anos. Pessoas com idade entre 30 e 59 anos, que faleceram por doenças cardiovasculares, foram 2.575 no ano passado. Entre 60 e 69 anos, foram 2.492 óbitos. Conforme o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), os dados de 2018 são parciais, ainda sujeitos a revisão.
“A maioria dessas doenças são silenciosas, não apresentam sintomas, então, é muito importante manter hábitos saudáveis, uma alimentação balanceada, rica em frutas e verduras, consumir pouco sal e pouco açúcar e claro, fazer um check up pelo menos uma vez ao ano para saber como anda a saúde e assim evitar essas doenças”, alerta Karbage.
A prática de atividades físicas e a alimentação saudável não faziam parte da rotina da dona de casa Antônia Isabel de Sousa Pereira, 53. Foi após um infarto que ela resolveu cuidar de si. Em fevereiro de 2018, Isabel sentiu-se mal, foi socorrida em uma UPA e transferida para o Hospital de Messejana, onde descobriu que havia infartado seriamente. “Eu podia ter morrido. Após o susto, eu mudei completamente a minha rotina. Sou acompanhada pela equipe multidisciplinar da reabilitação cardíaca aqui do hospital, passei a controlar a alimentação, faço exercícios físicos, cuido da minha saúde emocional e aconselho todo mundo a fazer isso”, desabafa.

Sintomas do infarto
Os sintomas mais comuns do infarto agudo do miocárdio são desconforto no peito que pode acometer a região torácica, do umbigo até o queixo, irradiação para o braço e mandíbula, além de sudorese e mal-estar. Alguns pacientes podem ter sintomas confundíveis com outros problemas mais simples, retardando o diagnóstico.

O cardiologista também ressalta que as pessoas com histórico familiar de doenças cardíacas devem ter atenção redobrada e iniciar um acompanhamento ainda na adolescência. “É importante saber como anda a pressão arterial, a glicose e ter hábitos saudáveis desde cedo, para evitar que as doenças apareçam. Todo mundo tem acesso ao posto de saúde e deve procurar na atenção primária essa assistência”, orienta Alexandre Karbage.

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