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Mutirão reduz em 30% a fila de espera para cirurgias de tireoides e ultrassons mamárias

quinta-feira, 01 de junho 2017

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O Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) e a Maternidade-Escola Assis Chateubriand (MEAC), que formam o Complexo Hospitalar da UFC, receberam, ontem, a segunda edição do Mutirão Nacional da Rede Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares). O mutirão ocorreu em 39 hospitais universitários federais filiados para atender uma demanda geral de oito mil procedimentos de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), que já estavam com exames e cirurgias agendadas. No Ceará, foram realizadas 32 cirurgias de tireoide (retirada parcial ou total da glândula) e 120 ultrassons mamárias entre os dias 27, 30 e 31 de maio, e termina hoje.

O principal objetivo do Mutirão Nacional da Rede Ebserh é desafogar as filas de espera para cirurgias. Conforme salientou o chefe do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital Universitário Walter Cantídio, Luís Alberto Albano Ferreira, os atendimentos feitos através do mutirão conseguiram reduzir as filas de espera em até 30%. Nos quatro dias de mutirão, foram feitas 10 cirurgias no dia 27, seis no dia 30, seis ontem e estão marcadas outras 10 para hoje, no HUWC.

“Operar uma média de 32 pacientes nesse mutirão já diminui bastante essa fila”, destacou o médico Luís Alberto Albano. Uma das contempladas foi Maria Lirene, 50, que aguardava pela tireoidectomia há um ano e meio. Mesmo sem poder falar direito, por ter feito o procedimento no dia 30, ela agradeceu: “Quero agradecer a toda equipe que me atendeu muito bem. Se não fosse por esse mutirão, talvez eu tivesse que esperar mais tempo ainda. Agora, é só me recuperar”.

Assim como o caso de Maria Lirene, o médico ressaltou que existe uma média de 130 pacientes que aguardam pela cirurgia, que costuma demorar de seis meses a um ano. O que eleva o tempo de espera, de acordo com Luís Alberto, é a questão da prioridade. “Realmente temos pacientes com mais de nove meses de espera, mas esse paciente é avaliado se pode esperar esse período. Quando o paciente é diagnosticado com câncer, a gente opera com 45 dias no máximo. As cirurgias não são por ordem de chegada, mas por ordem de prioridade”, explicou.

Exames
Na Meac, foram 120 exames de ultrassonografias mamárias, número de procedimentos feitos em um mês inteiro, que envolveu uma equipe com 42 profissionais, entre médicos profissionais da enfermagem e administrativos. “Antecipamos os exames de pacientes agendadas para o mês de agosto, diminuindo consideravelmente a fila de atendimento”, explicou Maria José Carneiro, chefe da Unidade de Diagnóstico da Maternidade-Escola. A médica Cristiane Coutinho, chefe do serviço de Mastologia, destacou que o exame é um dos principais recursos para o diagnóstico do câncer de mama, que acomete milhares de mulheres no Ceará.

A paciente Karina Alves Moreira, 24, teve uma grata surpresa ao saber que sua ultrassonografia mamária havia sido adiantada em dois meses. “Tenho um nódulo em um dos seios e há mais de dois anos eu vinha buscando fazer esse exame. Consegui agendar na Meac para agosto fiquei muito feliz quando me ligaram. Esse mutirão veio em boa hora”, disse.

Ação educativa
Além da realização das cirurgias e exames, o mutirão contou com ações educativas nos dois hospitais. No HUWC, teve palestra sobre a atualização na abordagem das doenças de tiroides, para alunos e professores da área da saúde. Na Meac, a palestra foi voltada para gestantes sobre o aleitamento materno e roda de conversa sobre prevenção de câncer de mama e orientação de combate às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

Saiba mais
O Mutirão Nacional da Rede Ebserh é realizado em todo o Brasil e ocorreu em 39 hospitais universitários federais. Nesta edição, o número de procedimentos dobrou para oito mil. Foram mais de 3.700 colaboradores envolvidos, entre médicos, enfermeiros e assistentes.

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