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Triatleta morreu afogado após isquemia cardíaca, diz laudo

terça-feira, 05 de dezembro 2017

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A previsão era de que o documento seria divulgado apenas 10 dias após o resgate do corpo, mas o processo foi acelerado a partir de uma orientação da Secretaria de Segurança Pública.

A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) divulgou o laudo final relativo à morte do triatleta Genilson Lima, de 48 anos, na tarde de ontem, 4. O homem, que havia participado da prova Ironman em Fortaleza no último dia 26, sofreu uma isquemia cardíaca, tendo se afogado em seguida, conforme a perícia.

Segundo Hugo Leandro, titular da Coordenadoria de Medicina Legal (Comel) da Pefoce, não é possível estabelecer uma cronologia exata dos acontecimentos ou definir com precisão a hora da morte do atleta. Durante os exames, foi constatado que ele não havia sofrido algum traumatismo externo que pudesse ter-lhe ocasionado danos.

O laudo concluso, a partir de agora, será encaminhado para o 34º Distrito Policial, delegacia responsável pelas apurações do fato. O documento foi elaborado a partir de um trabalho conjunto entre a Comel e a Coordenadoria de Análises Laboratoriais Forenses (Calf) da Pefoce.

O corpo do homem foi encontrado nas proximidades da sede da Perícia Forense, na praia da Leste Oeste, próximo de onde foi feita a prova, depois de dois dias de buscas realizadas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE). Segundo a corporação, 49 bombeiros participaram das operações, que também contaram com a colaboração da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer), da Capitania dos Portos e da Guarda Municipal de Fortaleza.

Conforme as informações divulgadas, o corpo não foi achado antes apesar de ter permanecido próximo ao local do desaparecimento devido à baixa visibilidade dentro da água do mar naquele local. Os integrantes da equipe de resgate enxergavam apenas até cerca de um metro à frente ao mergulhar e as buscas dentro da água tinham que contar mais com o tato dos bombeiros do que com a visão.

Anderson Costa, supervisor do Núcleo de Patologia Forense, explica que ao receber o material da Comel foram enviadas amostras para o laboratório, que foram analisadas de modo a chegar a um diagnóstico microscópico. “O trabalho é técnico e exige multidisciplinaridade”, conta ele.
Após o corpo de Genilson ter sido encontrado, no fim da tarde do último dia 27, segunda-feira, foi divulgado que o laudo final seria liberado em um prazo de 10 dias a partir daquela data. O resultado, no entanto, acabou saindo apenas sete dias depois. Segundo Anderson, isso é reflexo de empenho da equipe da Pefoce, que já havia recebido orientação do titular da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS) André Costa para agilizar o processo.

Sobre o caso
Genilson desapareceu no mar durante a prova de natação do Ironman, ainda no início da manhã do dia 26 de novembro. Ele foi encontrado a cerca de 500 metros do local da largada da etapa de natação da prova (com extensão total de 1,9 quilômetro), que era a primeira parte da competição. Os competidores percorreram ainda 90 quilômetros de ciclismo e 21,1 quilômetros de corrida. A edição do Ironman do último dia 26 reuniu 1.200 atletas de 14 países.

Essa não era a primeira edição do Ironman em que Genilson competia, já tendo participado três outras vezes e tendo experiência em outras competições maiores, além de ter o hábito de treinar diariamente e não ter apresentado problemas de saúde antes do fato.
No último domingo, 3, foi realizada uma homenagem ao atleta por familiares e amigos, além de participantes da prova. A família organizou uma homenagem também aos agentes do Corpo de Bombeiros. Na ocasião, ciclistas e bombeiros atiraram flores ao mar próximo ao ponto onde o corpo de Genilson foi encontrado.

A causa da morte já era esperada pelos profissionais da Pefoce. Hugo Leandro, antes da conclusão do laudo, havia chegado a declarar que as estatísticas apontavam para a incidência de problemas cardíacos que não tinham se manifestado antes, em um mal súbito.

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