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Grupo alemão arremata Pinto Martins por R$ 425 milhões

sexta-feira, 17 de março 2017

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O Governo Federal arrecadou, ontem, R$ 3,72 bilhões com o leilão de quatro aeroportos. Agora, os terminais de Fortaleza, Salvador (BA), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS) serão operados pela iniciativa privada. O Aeroporto Internacional Pinto Martins foi arrematado pelo grupo alemão Fraport AG Frankfurt Airport Services.
A concessionária deverá investir R$ 1,4 bilhão em melhorias até 2047, prazo da concessão. Estão previstas ampliações do terminal de passageiros e do pátio de aeronaves, o estacionamento de veículos e o terminal de cargas.
Usuários do aeroporto aguardam progresso com a gestão da iniciativa privada. O terminal aéreo da Capital registrou, no quarto trimestre de 2016, a terceira pior avaliação entre os 15 principais terminais aéreos do País. Na Pesquisa Permanente de Satisfação do Passageiro, realizada pelo Ministério dos Transportes, o Aeroporto de Fortaleza alcançou 4,12 (de uma escala de 1 a 5).

Otimismo

Entre os outros pontos críticos para os passageiros, o custo-benefício do estacionamento e dos produtos de lanchonetes e restaurantes ficaram com a pior reclamação, seguido da qualidade da internet/wifi e custo-benefício de produtos comerciais.
Com a privatização do terminal, os usuários estão otimistas com a mudança. Na análise da secretária executiva, Joelma Sousa, a privatização vai melhorar a infraestrutura do aeroporto, tendo em vista que a concessionária não terá as “amarras de uma estatal para construir. Agora, com relação aos preços dos serviços, acho que não mudará nada, afinal, não temos outro aeroporto na cidade para ir, ou seja, não terá concorrência”, ponderou.
O engenheiro químico, Joel Alves, também acredita em melhorias, porém, condiciona a nova realidade às condições impostas na licitação, quanto aos requisitos de qualidade, investimentos e fiscalização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). “De um modo geral é positivo que o Governo entregue a gestão dos aeroportos para a iniciativa privada. Isso deve agilizar investimentos, melhorar os serviços e modernizar as operações. Foi positivo também que o leilão tenha sido vencido por consórcios europeus, no caso de Fortaleza por uma empresa alemã. Acredito que a concessionária poderá trazer um modelo mais avançado de gestão”, afirmou o engenheiro. Ele ressalva, contudo, que os serviços poderão ficar mais caros para remunerar o investidor privado. “Adicionalmente, o Governo costuma introduzir taxas adicionais e aumento de impostos. Vimos isso na telefonia e no setor elétrico”, completou.
Na opinião da jornalista Márcia Rios, as obrigações impostas à concessionária trarão mais conforto aos usuários. “No entanto, me incomoda o fato de um empreendimento como o aeroporto, não só o de Fortaleza, mas todos que foram leiloados, não pertencerem mais ao País enquanto durar a concessão. Aguardo, porém, a melhora na tarifa e na qualidade dos serviços”, destacou a jornalista.
A secretária Ana Naira também está otimista com a privatização. Para ela, haverá melhoria nos serviços, principalmente, na infraestrutura e atendimento. “Atualmente, o atendimento é ruim. Os valores são insuportáveis. O estacionamento é muito caro. O embarque e desembarque é inviável. Por isso, acredito que a iniciativa privada vai melhorar sim a gestão do aeroporto”, comentou.

Obras
A concessionária também assumirá todas as obras em andamento, outro ponto crítico do terminal aéreo. As obras de ampliação do aeroporto estão paradas desde 2014, quando foi rescindido o contrato com o consórcio que executava a construção.
Hoje, o Aeroporto de Fortaleza tem capacidade para atender 6,4 milhões de passageiros por ano. Em 2016, registrou movimento de 5,7 milhões. Ampliando a capacidade, esse número subiria para 11,2 milhões. Leia mais em Política. 3 e Economia. 9.

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