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Vacinação da gripe cobre 60% da população prioritária no Ceará

quinta-feira, 16 de maio 2019

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A vacinação da gripe no Ceará atingiu 60% do total da população prioritária para receber as doses no Estado, com cerca de 1,55 milhões de pessoas desses grupos já tendo sido vacinadas. A meta do Governo do Estado é que se vacine 90% dessa população, faltando, portanto, pouco mais de 773 mil pessoas.
Os grupos prioritários são compostos por crianças de seis meses até menores de seis anos e gestantes, idosos com 60 anos ou mais, mulheres com até 45 dias após o parto, doentes crônicos, trabalhadores da saúde, população indígena, adolescentes e jovens sob medida socioeducativa, população carcerária, funcionários do sistema prisional, professores de escolas públicas e particulares e os profissionais das forças de segurança e salvamento (policiais civis, militares, bombeiros e membros ativos das Forças Armadas).
A Coordenadora de Vigilância em Saúde do Ceará, Daniele Queiroz, aponta que é benéfico que a população que ainda não se vacinou procure um posto de saúde logo. “O quanto antes a pessoa estiver vacinada, mais rápido vai estar protegida. Necessita de 20 dias para a pessoa estar protegida”, lembra ela. “Para os grupos prioritários, a gripe pode evoluir para uma forma grave e a pessoa pode necessitar de hospitalização e alguns casos pode evoluir para morte”, continua.
A 21ª Campanha de Vacinação Contra a Gripe teve início no dia 10 de abril, para crianças de seis meses até menores de seis anos e gestantes, e o período da vacinação para todos os grupos prioritários iniciou no último dia 22 de abril. A campanha se estende até 31 de maio. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), a vacina está disponível nos 2.385 postos de saúde, em todos os municípios do Ceará.

A doença
A gripe A é uma doença respiratória aguda e é diferente de uma gripe comum, por ser causada por um subtipo distinto do vírus influenza, o H1N1. A transmissão acontece de pessoa a pessoa pelo contato com secreções respiratórias. Causa febre alta, tosse, dor de garganta, dor no corpo, dor de cabeça. “Se ocorrer falta de ar, respiração rápida, vômito e recusa alimentar, a procura ao serviço básico de saúde deve ser imediata”, orienta Gláucia Ferreira, infectologista pediátrica do Hospital São José (HSJ).
A Secretaria de Saúde lembra que as Unidades Básicas são a porta de entrada na assistência aos pacientes com quadro gripal, pois nem toda gripe é H1N1. Após a avaliação médica do posto de saúde, apenas caso se trate de um quadro mais grave do que o de uma gripe comum é que o paciente deve ser encaminhado ao hospital mais próximo.
A vacina contra a influenza é trivalente. Protege contra H1N1, H3N2 e a influenza do tipo B Victoria. A influenza é uma doença sazonal, mais comum no inverno. No Brasil, devido às diferenças climáticas e geográficas, podem ocorrer variações nas intensidades de sazonalidade da influenza e em períodos distintos nos estados. Além disso, o vírus da gripe sofre pequenas mutações constantemente, o que pode ocasionar perda da imunidade e por isso é necessário se vacinar anualmente.

Parcela já imunizada dos grupos prioritários

– 483.165 (67,53%) crianças de seis meses a menores de seis anos

– 69.280 gestantes (73,16%)

– 103.571 trabalhadores de saúde (56,62%)

– 11.293 mulheres com até 45 dias pós-parto (72,53%)

– 568.929 idosos (59,34%)

– 15.044 índios (57,70%)

– 67.759 professores de escolas públicas e particulares (61,52%)

– 210.061 doentes crônicos (50,60%)

– 2.791 População Privada de Liberdade (9,09%)

– 3.383 Funcionários do Sistema Prisional (99%)

– 6.063 Policiais Civis, Militares, Bombeiros e membros ativos das Forças Armadas (19,03%)

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