Mercado imobiliário plenamente aquecido
Apesar do susto advindo da Crise Internacional, o Mercado Imobiliário não parou, ao contrário, inovou-se. Um dos exemplos deste fato é a Habitcasa, criada pela Lopes para atender ao segmento econômico, segue os passos da criadora. Há cerca de um ano e meio no mercado voltado para imóveis com preço médio de R$ 200 mil, a jovem empresa já é a terceira maior vendedora no ranking. Com um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 700 milhões, a empresa fez 35 lançamentos (7 mil unidades) em 2008. Em um ano, a equipe de corretores cresceu de 60 para 500 profissionais. (fonte: Jornal da Tarde)
Crescimento do mercado
Segundo a análise de Inácio Rodrigo de Castro, CEO da Catena&Castro Real Estate, uma das maiores empresas de serviço imobiliário do Brasil,
“o mercado mudou muito nos últimos anos e procura atender a todos os gostos: constrói imóveis inteligentes e automatizados, mansões e sofisticados lofts, mas também pequenos estúdios e condomínios populares. Nas grandes cidades, cresce a demanda por apartamentos de um e dois dormitórios, com boa infra-estrutura de lazer e serviços, para pessoas que moram sozinhas. A chegada ao Brasil de grandes empresas estrangeiras e de alta tecnologia também mexeu substancialmente com o mercado de imóveis comerciais..
Em meio à crise imobiliária nos Estados Unidos, analistas acreditam que as oportunidades em mercados maduros como Nova York, Londres, Paris e Tóquio ainda existem, mas com limitações de ganho. Os investidores querem mercados onde a economia cresce de forma saudável. E o Brasil, particularmente, é um desses mercados”.
Crise passou longe
“O mercado imobiliário brasileiro cresceu muito entre 2006 e 2007 com a abertura de capital da Construção Civil e com empresas estrangeiras que aportaram no Brasil” – diz Marco Antonio Moura Demartini, diretor da Lopes Royal (DF). “Havia uma dinâmica de desenvolvimento muito forte até que veio a Crise, com o consequente recuo das empresas que passaram a realizar apenas o que estava previsto. Neste período o mercado se readaptou e o segmento despontou com a abertura de crédito. As empresas do setor imobiliário se voltaram também para o segmento econômico (casas até R$ 200 mil), como foi o caso da Lopes, que criou uma empresa voltada para este segmento e que hoje é a terceira em vendas. Outro exemplo é a Cirella que tem 30% das vendas neste segmento e que deverá chegar a 50% ano que vem. No caso de Brasília, o mercado é muito diferente do restante do País. Nossa população economicamente ativa é formada por 65% de funcionários públicos.
Nossa renda per capita está na casa dos 37 mil reais. Somos o segundo mercado imobiliário do Brasil com um crescimento de 161% sobre o primeiro semestre de 2008. Resumindo: a crise passou longe daqui”.
Nos trilhos da realidade
“A crise financeira internacional reconduziu o mercado imobiliário brasileiro aos trilhos da realidade”. É esta, em outras palavras, a análise do assunto feita por João Crestana, presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP). “O ano de 2007 foi irracional, com um crescimento fora do normal, impulsionado pela euforia que havia tomado conta dos Estados Unidos e que estava chegando por aqui. E 2008 seguia o mesmo caminho, com uma expansão de quase 15% sobre o ano anterior, até que veio a crise. O efeito do vendaval soprado por Wall Street foi um retorno à realidade e pode representar a volta à linha de crescimento sustentável que se desenhou entre 2001 e 2006 quando o setor cresceu entre 5% e 15% ao ano. Em 2007, com a chegada da euforia, o salto foi de 22,6% em novas unidades residenciais comercializadas”.
Liderança de qualidade
“O mercado de Fortaleza está muito bom, muito aquecido, desde o setor de luxo, como é o caso do Aquiraz Riviera (80% vendido), assim como no segmento popular” – comenta Ricardo Belchior Mendes Bezerra, diretor da Lopes Immobilis. “O imóvel está se tornando uma excelente opção de compra e de aplicação para o poupador. No Ceará, particularmente em Fortaleza, estamos retomando a construção de flats, esquecida há mais de dez anos, que é um bom negócio visto que cidade está deficitária de hotelaria e temos a Copa do Mundo pela frente. Ainda nos falta mão-de-obra capacitada. Não é fácil encontrar líderes de qualidade, motivo de estarmos firmando parceria com a Roberto Matoso Consultores Associados para treinamento de nossos gestores. Tivemos uma primeira reunião que foi classificada, por todos os participantes, como de excelente qualidade”.
“O primeiro dever da inteligência
é desconfiar dela mesma.” Albert Einstein
Livro
Competindo pelo Futuro
Autor: C.K. Prahalad e Gary Hamel
Editora: Campus
Porque ler: Os autores, nesta nova abordagem à estratégia, desafiam os executivos a desenvolver a capacidade de previsão do setor, a definir uma intenção estratégica, a alavancar recursos e a revitalizar o processo da criação de novos negócios.
Jornalista responsável: Laércio Caporalini - MTPS 13963
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