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Opinião

quinta, 19 de novembro de 2009
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Consciência negra: um produto da Fundação Ford

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O artigo de hoje é sobre a chamada consciência negra, uma picaretagem que seria apenas cômica se não consistisse em fomentar a luta de brasileiros contra brasileiros em benefício de um projeto político orquestrado por entidades estrangeiras.

O observador atento já terá notado. Para o movimento negro, só tem dignidade o negro sindicalizado, o negro coletivo, ressentido e vítima do sistema. O negro que está pouco se lixando para as diretrizes do “movimento” é o negro alienado, ludibriado por uma falsa consciência.

Nesses dias de promoção da negritude militante, li queixas dos racialistas contra um tal “racismo institucional”. Sou um jornalista fora de moda e ainda tento usar as palavras conforme o seu significado. “Institucional” refere-se a procedimentos oficiais, a práticas adotadas como lei pelo Estado. Instituir cotas e políticas exclusivas a um grupo com base na cor da pele de seus integrantes não seria justamente o racismo institucional?

Os esforços para estabelecer o apartheid politicamente correto no Brasil são oriundos da Fundação Ford, que banca a operação. No recém-lançado livro “Uma Gota de Sangue”, o sociólogo Demetrio Magnoli expõe a relação direta entre a Fundação Ford e o florescimento de movimentos de reivindicação, em vários países, baseados em noções raciais, étnicas e mesmo sexuais. É o caso do movimento negro no Brasil. Devo ressaltar que o patrocínio da Fundação Ford a esses grupos de pressão já vem sendo analisado e denunciado há pelo menos uma década pelo professor Olavo de Carvalho.

Em 2001, a Fundação Ford gastou 280 milhões de dólares na formação de “lideranças emergentes de comunidades marginalizadas fora dos EUA”. Segundo Magnoli, “as subvenções da Fundação replicaram nas universidades brasileiras os modelos de estudos étnicos e de ‘relações raciais’ aplicados nos EUA e consolidaram uma rede de organizações racialistas que começaram a produzir os discursos e demandas dos similares norte-americanos”. Isso inclui a doação de dinheiro a universidades que tenham implantado o sistema de cotas.

Nos últimos dez anos, as ONGs racialistas proliferaram em nosso país como fungos na umidade, e ganham mais poder a cada dia. É claro que não é por acaso. Existe uma agenda e existe um financiador. Os acadêmicos e militantes que trabalham dia e noite para provocar a luta de brasileiros contra brasileiros estão na folha de pagamento da Fundação Ford. www.brunopontes.blogspot.com
 

Bruno Pontes - Jornalista



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