Geralsegunda, 24 de agosto de 2009
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STJ será o primeiro a eliminar papelMinistro César Asfor aposta na virtualização dos processos ainda este anoVeja também
Por Souto Filho O Superior Tribunal de Justiça [STJ] do Brasil será o primeiro do mundo a eliminar o papel”, revelou o ministro do STJ, César Asfor Rocha. Segundo ele, desde o dia 02 de janeiro deste ano, o órgão está realizando a virtualização dos processos e a previsão é de que até o dia 15 de dezembro o STJ elimine o papel das suas operações jurídicas. O magistrado informou que, até o momento, cerca de 120 mil processos já foram digitalizados. Asfor explicou que, com a virtualização, as ações judiciais tramitadas no STJ ganharão mais celeridade nos julgamentos. De acordo com ele, atualmente, as causas para serem emitidas pelo órgão e distribuídas para qualquer estado brasileiro demoram cerca de oito meses. Com a execução do projeto, esse tempo será reduzido para apenas cinco minutos. Outro benefício citado pelo magistrado foi a questão da diminuição dos custos dos processos. Ele esclareceu que, com a virtualização, os gastos com transporte, papel, energia e manutenções estruturais serão menores, onerando menos os valores pagos com o método antigo. “Nós temos cerca de 1,2 mil processos chegando ao STJ diariamente. Com a digitalização não precisaremos mais construir locais para armazená-los. Esse projeto vai dar mais transparência ao judiciário, vai facilitar a vida dos advogados e combater a morosidade dos julgamentos”, revelou. EM SUA HOMENAGEM “Publicar um livro é algo que nos dá muita alegria. Essa obra ser lançada na UFC, instituição onde me formei, fiz mestrado e fui professor muitos anos, me deixa muito estimulado para prosseguir nessa luta permanente de melhorar e dar maior efetividade ao poder judiciário”, agradeceu o ministro. AFASTAMENTO NO AMAZONAS Sobre o afastamento do desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) Yedo Simões e seu irmão, o juiz Elci Simões, Asfor disse que essa é uma questão a ser apurada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão onde o magistrado já postulou o conselho e a corregedoria. Os dois são acusados de “irregularidades administrativas e possível prática de ilícitos”, por tráfico de influência em benefício de um prefeito do estado do Amazonas. Comentários
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