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Acordo entre EUA e Coreia é vago, afirma especialista

quarta-feira, 13 de junho 2018

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Especialista em política nuclear e acordos de não proliferação de armas, a pesquisadora Togzhan Kassenova, do Carnegie Endowment for International Peace, afirmou à Folha de S.Paulo que o acordo firmado por EUA e Coreia do Norte nessa terça-feira (12) diminui a tensão entre os países e o risco de um conflito nuclear, mas é vago e repete compromissos não cumpridos no passado. “É uma declaração muito fraca, sem detalhes técnicos, que repete compromissos que colapsaram”, disse Kassenova. “Por um lado, não teremos uma guerra amanhã, e foi aberto caminho para uma negociação mais técnica. Mas as coisas boas acabam por aí.”

Para ela, que trabalhou por cinco anos com ações de desarmamento na ONU (Organização das Nações Unidas), é preciso aguardar os próximos passos do acordo, que devem incluir um cronograma para inspeção das instalações nucleares norte-coreanas. Uma reunião entre equipes dos dois países deve ser agendada na próxima semana.

O acordo entre os países foi assinado. Há motivos para celebrar? Eu não acho que devemos celebrá-lo totalmente. Por um lado, é bom que não estejamos mais no nível de tensão de alguns meses atrás. Acho que não teremos uma guerra amanhã, e foi aberto o caminho para uma negociação mais técnica. Mas as coisas boas acabam por aí. A declaração é muito fraca, sem detalhes técnicos. Ela reitera o compromisso de desnuclearização feito em abril com a Coreia do Sul, e é especialmente similar, textualmente, aos acordos firmados com o próprio EUA em 1994 e 2005. E ambos colapsaram.

Vantagem
Alguém sai em vantagem dessa negociação? Os EUA deram muito, e não receberam muito em troca, pelo menos até aqui. Dava para ver como Kim Jong-un estava feliz, com as bandeiras, as fotos, algo que traz uma impressão de legitimidade ao seu regime. Os EUA prometeram suspender os exercícios militares com a Coreia do Sul, que é uma das maiores e mais tangíveis concessões até aqui.

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