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ARA San Juan: governo argentino acusa Marinha de omissão

quinta-feira, 07 de dezembro 2017

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A Marinha da Argentina teria omitido ao Ministério da Defesa as oito chamadas realizadas pelo ARA San Juan, no dia de seu desaparecimento, em 15 de novembro, afirma o “Clarín”.

Segundo o jornal argentino, uma investigação interna foi aberta para apurar o caso. “O núcleo da investigação está na atuação da Armada”, afirmou o ministro da Defesa, Oscar Aguad, de acordo com o periódico. “Até que me demitam, vou seguindo na função”, afirmou ontem, o chefe da Marinha, almirante Marcelo Srur. Jornais argentinos revelaram na terça-feira (5) que o San Juan se comunicou oito vezes antes de desaparecer, segundo registros da empresa Tesacom, que audita as linhas de satélite Iridium.

A chamada mais extensa durou mais de 13 minutos e a mais breve, 1 minuto. Todas são datadas de 15 de novembro, entre 1h da manhã e 7h36 (horários locais). Segundo o porta-voz da Marinha, Enrique Balbi, a planilha corrobora que a última chamada feita pelo submarino ocorreu entre as 7h19 e 7h16.

“Foi uma chamada de entre seis e sete minutos, a última vez concreta que se comunicaram os chefes de operações [do submarino e da força de submarinos] e coincide com a última posição”, disse ele , no último dia cinco. Ontem, Balbi voltou a ser questionado sobre o assunto, e disse que as chamadas “não eram de emergência”. O porta-voz afirmou não saber se as chamadas foram gravadas.

Para a Marinha, os dados “mais importantes” decorrem do último contato, quando o submarino reportou “em uma chamada de voz por satélite que estava em imersão e indo para Mar del Plata”.

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