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Assange torna embaixada em QG, aponta relatório

terça-feira, 16 de julho 2019

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Relatórios de uma empresa privada de segurança contratada pelo governo equatoriano mostram que o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, se reuniu com autoridades russas e hackers na embaixada do Equador nos meses anteriores às eleições presidenciais americanas de 2016, segundo a rede CNN. Os documentos, cuja autenticidade foi comprovada por um agente da inteligência equatoriana, relatam que Assange também recebeu encomendas que possivelmente continham materiais hackeados relacionados ao pleito.

Em 2016, meses antes da eleição para presidente dos Estados Unidos, o site WikiLeaks publicou emails de vários quadros do Partido Democrata com instruções internas, incluindo mensagens do chefe da equipe de campanha de Hillary Clinton, John Podesta. De acordo com a CNN, os relatórios registram que o fundador do WikiLeaks orquestrou pessoalmente a publicação dos emails “diretamente da embaixada”. À época, ele defendeu o interesse público da divulgação dos documentos e comemorou os desdobramentos do caso.

Depois das eleições de 2016, afirma a reportagem, a empresa conduziu uma avaliação das alianças políticas de Assange e concluiu que não havia “dúvidas sobre a existência de provas” de que ele teria laços com as agências de inteligência russas. Assange também teria obtido computadores e equipamentos de rede de alta tecnologia para facilitar a transferência de grandes quantidades de dados apenas semanas antes de o WikiLeaks receber os arquivos hackeados dos agentes russos. Os documentos corroboram as descobertas sobre a atuação do site feitas pelo procurador especial Robert Mueller, responsável por conduzir a investigação sobre a interferência de Moscou nas eleições americanas de 2016. O australiano sempre negou trabalhar para o Kremlin e insiste que a fonte dos vazamentos “não é o governo russo, nem um agente estatal”.

Asilo
Ele também afirmou que teria publicado materiais que comprometessem o adversário de Hillary, Donald Trump, caso tivesse recebido algum. Assange passou sete anos confinado na embaixada do Equador em Londres. Ele recebeu asilo político após se refugiar no local para evitar que fosse extraditado para a Suécia, onde era investigado por estupro e assédio sexual.

Publicação programada Em junho de 2016, Trump e Hillary já eram dados como candidatos pelos seus partidos e se preparavam para a campanha eleitoral. No dia 14 daquele mês, o Comitê Nacional Democrata anunciou que havia sido hackeado e culpou a Rússia -Trump classificou o gesto como uma farsa.

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