quarta-feira, 17 de julho de 2019.
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Desfile da seleção dos EUA vira grande ato político

quinta-feira, 11 de julho 2019

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Foram nove horas sem internet. Desconectadas durante o voo que as levou da França até os Estados Unidos na segunda-feira (8), as 23 jogadoras da seleção americana de futebol feminino estavam eufóricas quando pousaram em Nova York. Comemoravam o tetracampeonato da Copa do Mundo conquistado no domingo (7) contra a Holanda com centenas de mensagens que pulavam na tela de seus celulares.

Chamavam a atenção convites para ir a Washington vindos de políticos de oposição a Donald Trump, como a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, e a estrela do partido democrata, a deputada Alexandria Ocasio-Cortez. Nessa quarta-feira (10), quando subiram em carro aberto para a festa em Nova York, as mulheres de um dos times mais ativistas que os EUA já viram sabiam que tinham transformado a tradicional parada de papel picado da cidade em um ato político.

Desde as primeiras horas da manhã, milhares de pessoas se espalhavam pelo centro financeiro de Manhattan à espera da seleção. Carregavam faixas em que pediam igualdade salarial entre homens e mulheres no futebol –principal bandeira do time– e brincavam com o nome da atacante Megan Rapinoe como candidata à Presidência em 2020.

“Isso é mais que um jogo, é sobre mais igualdade nos EUA. Não apenas no futebol, mas em todas as frentes das nossas vidas e do nosso país”, disse Deb Frederick, 49, que levou os filhos, Riley e Jack, ambos de 13 anos, para assistirem à parada. Enquanto esperava a passagem das jogadoras pelo percurso histórico conhecido como Canyon of Heroes –que vai do Battey Park até a prefeitura nova-iorquina– Riley segurava um cartaz em que se lia “uma nação, um time.”

Foi provocada por Deb a dizer o que achava da briga da seleção por direitos iguais. A garota não teve dúvidas: “Elas jogam, têm suas visões, suas ideias, e ainda ganham menos? Não é justo.” À família Frederick se uniam outras tantas com bandeiras de cores que representam o orgulho gay e gritos de ordem por direitos iguais.

Estar em Nova York é alegórico para um grupo que capitaneia a luta pela igualdade salarial entre homens e mulheres no esporte e defende bandeiras contra o racismo. A cidade é conhecida por sua diversidade. O prefeito, o democrata Bill de Blasio, tem um discurso que ecoa fortemente entre minorias.

Crítica
Um dos principais críticos a Trump no país, Blasio é pré-candidato à Casa Branca. Nessa quarta, durante a parada, o prefeito acenava ao público do alto de um dos carros, ao lado das jogadoras, enquanto sacudia uma bandeira dos EUA. Com cabelos platinados e fala firme, Rapinoe acompanha Blasio no embate com Trump.

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