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Eleições: Netanyahu promete anexar parte da Cisjordânia

quarta-feira, 11 de setembro 2019

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O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, anunciou que pretende anexar o vale do rio Jordão, na Cisjordânia, ao território de Israel, caso ele vença as próximas eleições, marcadas para a próxima terça-feira. “Hoje, declaro minha intenção, após a formação de um novo governo, de aplicar a soberania israelense ao vale do rio Jordão e à região ao norte do mar Morto”, disse o premiê em um discurso transmitido pela TV.

Netanyahu afirmou ainda que o plano de paz do governo Trump para a região forneceria uma “oportunidade histórica” para a anexação da Cisjordânia e de outras áreas. Segundo o primeiro-ministro, o documento será divulgado dias após a conclusão do pleito. Uma importante autoridade palestina disse que a promessa de Netanyahu destruiria qualquer possibilidade de paz.

“Não está apenas destruindo a solução dos dois Estados, mas também destruindo qualquer possibilidade de paz”, alertou Hanan Ashraui, uma dos principais líderes palestinos, à AFP. “Isso muda tudo”. As tensões entre Israel e o Líbano, seu vizinho ao norte, também se acentuaram nas últimas semanas.

Na segunda-feira (9), o Hezbollah anunciou que derrubou um drone israelense que penetrou no espaço aéreo libanês. O grupo libanês disse que quer respeitar a trégua nas hostilidades com Israel, estabelecida pela ONU após uma guerra devastadora em 2006, mas que responderá “adequadamente” aos ataques que sofrer, segundo o líder Hassan Nasrallah. “Para que ninguém se preocupe, tenha medo ou se questione (…) o Líbano respeita a 1.701 (resolução da ONU sobre a cessação das hostilidades) e o Hezbollah faz parte do governo libanês”, assegurou Nasrallah.

“Mas será diferente se Israel atacar o Líbano, bombardear ou enviar drones explosivos”, alertou em discurso transmitido em telões gigantes a milhares de apoiadores reunidos no sul de Beirute, por ocasião da comemoração religiosa Ashura.

Ataques
A escalada da violência nas últimas semanas com Israel começou quando dois membros do Hezbollah morreram em um bombardeio israelense em 24 de agosto.

Um dia depois, houve um ataque com drones na periferia sul de Beirute, reduto do Hezbollah, atribuído a Israel, e o movimento xiita ameaçou abater todos os drones israelenses que penetrassem em território libanês.

Posteriormente, em 1º de setembro, houve uma troca de tiros entre o Hezbollah e Israel na fronteira. Importante ator da vida política libanesa, o Hezbollah é considerado um grupo terrorista por Israel e pelos Estados Unidos. Militarmente, é aliado de Teerã e do regime de Damasco na Síria, onde suas posições são alvos frequentes de ataques israelenses. “Rejeitamos qualquer projeto de guerra contra a República Islâmica do Irã, porque essa guerra irá inflamar a região e destruir países e povos”, disse Nasrallah nessa terça.

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