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Honduras: desobediência civil, população desafia estado de sítio

quarta-feira, 06 de dezembro 2017

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Com protestos e panelaços, milhares de pessoas desafiaram o estado de sítio decretado em Honduras, e saíram às ruas ontem, ante as suspeitas de fraude nas eleições realizadas há nove dias que dão como vencedor o presidente Juan Orlando Hernández, conforme publicado pela France Press.

“O único caminho possível” para superar a crise é que acolham o pedido da oposição de revisarem mais de 5 mil cédulas, sentenciou o ex-presidente boliviano Jorge Quiroga, chefe dos observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA), após enumerar uma longa lista de problemas no processo eleitoral.

“Aceitar nunca”
O candidato da oposição, o popular apresentador de televisão Salvador Nasralla, destacou que não pode “aceitar nunca” os resultados divulgados pelo Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) e solicitou a revisão das 5.173 cédulas nas quais houve “fraude”.

Com 99,98% das cédulas apuradas, Hernández, de 49 anos, aparece à frente com 42,98% dos votos, enquanto Nasralla, de 64 anos, obtinha 41,39%. A proclamação do próximo presidente pode levar 22 dias enquanto se decidem possíveis impugnações, afirmou David Matamoros, presidente do TSE.

O governo decretou na última sexta-feira, estado de sítio e toque de recolher, noturno, para controlar os protestos que deixaram três mortos (uma jovem de 19 anos e dois policiais) e vários negócios roubados.

Policiais cansados
À revolta popular pelo conturbado processo eleitoral se somaram centenas de policiais de elite e provisórios que dizem estar cansados de atacar a população. “A verdade é que não queremos continuar brigando com o povo”, afirmou à AFP um oficial que cobria o seu rosto com uma touca ninja em frente à sede do grupo especial antimotins “Cobra”, no norte da capital. “O que exigimos é que haja paz, que resolvam este problema e que não haja mais morte”, acrescentou.

Em diferentes partes do país, os policiais foram recebidos na noite de segunda-feira com aclamações e aplausos. E milhares de pessoas protestaram levantando barricadas e batendo panelas.

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