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Investigações ameaçam governo Netanyahu

terça-feira, 21 de março 2017

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Somando os três anos de seu primeiro mandato (1996-1999) e os oito desde que voltou a ser premiê (2009 até hoje), Binyamin “Bibi” Netanyahu já superou, em tempo no poder, o mitológico premiê David Ben Gurion, fundador de Israel. Pode ser, no entanto, que a era Bibi esteja chegando ao fim antes do tempo planejado pelo líder do partido conservador Likud.

O motivo seriam quatro ações judiciais –apelidadas pela polícia de “1000”, “2000”, “3000” e “4000”– que envolvem alegações de corrupção, quebra de confiança e abuso de poder e que podem, em breve, se transformar em indiciamentos.
A possibilidade está levando a política israelense a ventilar, nos bastidores, nomes de possíveis sucessores.
Desde o começo deste ano, o premiê já foi interrogado duas vezes pela polícia em sua casa, em Jerusalém. Netanyahu nega qualquer envolvimento e aponta a oposição e a mídia como responsáveis pelas acusações.

“Não haverá nada porque não há nada”, disse ele em recente reunião de gabinete. “Essa é uma campanha orquestrada com membros da imprensa que agem mais como detetives, juízes e carrascos do que como jornalistas.”
Mas os rumores têm arranhado a popularidade de Netanyahu. Segundo pesquisa do jornal “Globes” e do “Canal 2”, 54% não acreditam no premiê quando ele nega envolvimento e 44% dizem que ele deveria renunciar.

Um dos sucessores potenciais é Yair Lapid, ex-âncora de TV que acumula vitórias políticas com seu partido, o centrista Há Futuro. No momento, a legenda tem 11 das 120 cadeiras do Parlamento, a quarta maior bancada.
Mas os principais competidores são da direita, principalmente membros do Likud. Isso porque, de acordo com a lei local, se um premiê deixa o cargo, o partido pode simplesmente escolher internamente um novo líder. Três nomes são os mais cotados: o do ministro da Segurança Gilad Erdan (número 2 da legenda); o do popular ministro dos Transportes, Israel Katz (que já anunciou candidatura); e o do presidente do Parlamento, Yuli Edelstein.

Eleições
Previstas para 2019, as eleições ainda poderiam ser antecipadas, segundo relatos da imprensa israelense neste fim de semana, devido a outro fator: a tensão entre o Likud e o Todos Nós, do ministro da Economia, Moshe Kahlon.

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