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May: derrotas no brexit, mas se mantém no cargo

segunda-feira, 11 de fevereiro 2019

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A essa altura, dizer que tem sido penosa a aclimatação de Theresa May, 62, ao número 10 da rua Downing, no distrito londrino de Westminster, já deixou de ser especulação maledicente -é mera constatação. Inquilina há dois anos e meio da residência oficial da chefia de governo britânica, ela amarga derrotas e dissabores em série desde que, ao virar primeira-ministra, desembarcou no endereço.

Em 2017, menos de um ano depois de assumir a função, a líder conservadora convocou eleições antecipadas. Queria dar uma demonstração de força, cacifar-se como condutora-mor do processo de desligamento do Reino Unido da União Europeia (UE), o brexit, decidido em plebiscito cujo resultado derrubara o antecessor dela, David Cameron.

Foi o primeiro revés. Os conservadores perderam a maioria confortável de que dispunham no Parlamento, e May precisou apelar a uma legenda nanica da Irlanda do Norte para compor sua base. Acabaria refém dos caprichos dos neoaliados nas negociações para a saída da UE.
Mas era só um ensaio para 2018. No meio do ano, quando a primeira-ministra apresentou seu roteiro para a separação, o baque veio em dobro: ministros pediram demissão (inclusive o responsável por tocar o brexit), e líderes europeus desancaram o plano.

Em dezembro, pouco depois de os lados chegarem a um acordo, May o tirou da pauta do Parlamento ao pressentir que seria derrotada. Enfureceu até correligionários, que puseram sua liderança em xeque. Mas a manobra não prosperou, e ela se manteve à frente dos conservadores.
No mês seguinte, o Legislativo rejeitou o pacto e impôs à ex-ministra do Interior a derrota mais elástica sofrida por um governante britânico no plenário, por uma diferença de 230 votos. O Partido Trabalhista, de oposição, não demorou para apresentar sua própria moção de desconfiança contra May, que mais uma vez resistiu -só para ouvir de líderes europeus, nos últimos dias, um bem conhecido refrão.

Não haverá recuo, insistem eles, na cláusula do acordo que faz os parlamentares britânicos estrilarem: o mecanismo previsto para evitar a volta de controles rigorosos na fronteira entre Irlanda do Norte (parte do Reino Unido) e a República da Irlanda (membro da UE).

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