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Milhares votam na Venezuela em plebiscito simbólico contra Maduro

segunda-feira, 17 de julho 2017

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Milhares de venezuelanos comparecem às urnas, ontem, para votar em um plebiscito simbólico que pretende deixar clara a insatisfação popular com o governo do presidente Nicolás Maduro. Os eleitores, muitos vestidos de branco ou com acessórios nas cores da bandeira nacional, procuram desde cedo as mesas instaladas pela coalizão opositora MUD (Mesa da Unidade Democrática) em todo o país.

A votação começou às 7 horas no horário local (8 horas em Brasília) e seguiu até às 17 horas. Foram montados 14.300 pontos para receber votos na Venezuela e mais 500 em outros países, incluindo o Brasil.
Os eleitores precisaram responder se rejeitam a criação de uma Assembleia Constituinte, convocada por Maduro em maio. A votação também perguntou se o cidadão aprova a realização de novas eleições e se concorda que o Exército e os funcionários públicos devem ser obrigados a defender e seguir a constituição atual.

“Liberdade”, gritaram alguns nos centros de votação. “Estou manifestando meu descontentamento com o governo. Não conseguimos remédios, cada vez temos menos comida em casa. E eles só querem seguir no poder. Voltamos para retirá-los”, disse Tibisay Méndez, 49, em um ponto de votação no sudeste de Caracas.

A Venezuela vive uma forte onda de protestos que deixaram 95 mortos desde o dia 1º de abril. O país enfrenta uma das piores crises econômicas de sua história, que gera escassez severa de produtos e inflação de três dígitos.

‘Hora zero’
A oposição espera que o comparecimento seja maciço para exigir que Maduro convoque eleições presidenciais antes do fim de seu mandato, no início de 2019. “Se no domingo saírem 11 milhões de venezuelanos, na segunda-feira passaremos a uma etapa de mais pressão. A hora zero depende da contundência deste 16 de julho “, disse o líder oposicionista Henrique Capriles.

“Se uma imensa maioria se manifestar, na segunda amanhecerá uma nova Venezuela. Daremos uma mensagem muito clara e o governo terá que respeitar esta decisão”, acrescentou Capriles, duas vezes candidato à Presidência.

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