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Primeiro-ministro da Espanha realiza visita à região da Catalunha

segunda-feira, 13 de novembro 2017

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O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, realizou, ontem, sua primeira visita à Catalunha desde foi destituído o governo regional, que havia declarado a independência da região, no mês passado.

A visita ocorre um dia após uma grande manifestação em Barcelona, com cerca de 750 mil pessoas – de acordo com estimativa da polícia catalã – pedir a libertação de líderes independentistas catalães. Dez dirigentes ligados à fracassada tentativa de separação daquela área espanhola estão com seus mandados de prisão preventiva expedidos desde o último dia 2, sob a acusação de sedição e rebelião, por descumpriram sentenças do Tribunal Constitucional que ordenavam a interrupção do processo.

Rajoy declarou que tem como objetivo recuperar a “Catalunha de todos” e pediu “a todas as empresas que trabalham ou tenham trabalhado em território catalão” que não deixem a região, como fizeram quase 2.400 instalações fabris desde o início de outubro, quando foi realizado o plebiscito pela independência da região. Em uma reunião do Partido Popular para as eleições regionais que acontecerão no próximo dia 21 de dezembro, o primeiro-ministro rechaçou as acusações de autoritarismo. “Nós apenas restabelecemos a ordem legal e democrática, isso é o que ocorreu, e não outra coisa”, afirmou.

Exceção
De acordo com ele, as medidas de exceção só devem ser adotadas quando não há outra via de negociação, ao explicar a aplicação do artigo 155, que permitiu destituir o governo regional, dissolver o parlamento e convocar eleições. “Não pode um governo, nem aqui nem em nenhum país democrático do mundo, instalar-se na ilegalidade”, afirmou.

Durante a breve visita, Rajoy esteve acompanhado da ministra da Defesa, María Dolores de Cospedal. “Temos que recuperar a Catalunha sensata, pacífica, empreendedora e dinâmica, acolhedora e aberta, segura e fiel, respeitosa e respeitada que tanto contribuiu para o progresso da Espanha e da Europa”, afirmou. O ex-líder destituído da Catalunha Carles Puigdemont continua em Bruxelas onde aconteceram, na manhã de ontem (12), manifestações em favor dos independentistas da Catalunha, e não manifestou intenção de retornar à Espanha. Contra ele há uma ordem de prisão emitida pela Justiça espanhola.

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