sexta-feira, 23 de agosto de 2019.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Promotoria sueca reabre investigação contra Assange

terça-feira, 14 de maio 2019

Imprimir texto A- A+

A Promotoria sueca reabriu nessa segunda-feira (13) uma investigação contra o australiano Julian Assange por abuso sexual.
A acusação remonta a 2010, mas a apuração do caso havia sido suspensa em 2017 porque o fundador do WikiLeaks pedira asilo na embaixada do Equador em Londres em 2012, e não havia perspectiva de que saísse do edifício.
Em abril, após sete anos, o Equador expulsou Assange de sua representação diplomática e o entregou para a polícia britânica. Ele então foi preso por desrespeitar as condições de sua liberdade condicional e, dias depois, condenado a uma reclusão de 50 semanas (quase um ano) pelo mesmo delito.
Em 2010, duas mulheres acusaram separadamente o australiano de estupro durante uma viagem dele a Estocolmo -o anúncio desta segunda-feira se refere a um desses casos.
Com isso, as autoridades suecas iniciaram uma investigação contra Assange. Além de estupro, ele também era suspeito de abuso sexual e coação, mas estes dois crimes já prescreveram.
No fim de 2010, com o avanço das investigações, o programador se entregou às autoridades do Reino Unido, pagou fiança e logo foi libertado.
Quando esgotou os recursos contra o mandado de extradição emitido pela Suécia, em 2012, ele buscou refúgio na embaixada equatoriana, infringindo os termos de sua condicional.
Segundo a defesa do australiano, o temor era de que a transferência para a Suécia fosse o primeiro passo de uma extradição para os Estados Unidos, onde ele é acusado de vazar documentos diplomáticos e militares secretos -relativos, por exemplo, ao monitoramento de aliados dos EUA pela inteligência de Washington.
Extradição
Segundo Eva-Marie Persson, promotora sueca responsável por anunciar a decisão de reabrir o caso nesta segunda, o país também pedirá a extradição do australiano. Ele pode ser condenado a até quatro anos de prisão na Suécia.
Com isso, disse ela, caberá ao Reino Unido decidir qual dos dois países -EUA ou Suécia- tem precedência e, portanto, receberá o programador primeiro. Por isso, o procedimento pode dificultar a tentativa de Washington de levar o programador para ser julgado no país.
Isso acontece se ele for extraditado primeiro para a Suécia. Nesse caso, informa o jornal The New York Times, tanto o governo britânico quanto o sueco precisariam autorizar uma extradição posterior para os EUA.
A advogada da suposta vítima elogiou a decisão de reabrir o caso e pediu pressa para que a acusação não prescreva, o que deve ocorrer no meio do ano que vem.
“Minha cliente está muito grata e esperançosa de que conseguirá justiça”, disse a advogada, Elisabeth Massi Fritz, em uma entrevista coletiva nesta segunda -o nome da vítima não foi divulgado.
O WikiLeaks afirmou também nesta segunda que a reabertura da investigação permitirá que Assange prove sua inocência e disse que o caso é alvo de pressão política.

Instagram

[instagram-feed]

Facebook

Twitter