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Trump afirma que China vai mediar debate norte-coreano

segunda-feira, 13 de novembro 2017

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , defender mais uma vez o seu colega russo, Vladimir Putin, ontem, e afirmou acreditar que a China atuará de modo mediador nas conversas com a Coreia do Norte. Em sua visita ao continente asiático, ele disse, no sábado (11), que Putin havia assegurado que não tinha se intrometido nas eleições presidenciais norte-americanas.

Trump afirmou que Putin se sentiu “insultado pelas acusações e isso não é bom para o nosso país”. Segundo ele – ao se manifestar através do Twitter –, ao encontrar Putin em Danang (Vietnã), na cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), foram “boas as discussões sobre a Síria. Espero sua ajuda para resolver, ao lado da China, a perigosa crise da Coreia do Norte”, lembrou.

E voltou a atacar os críticos, questionando quando “tolos e raivosos” vão parar de minar as boas relações com a Rússia. “Quero resolver Coreia do Norte, Síria, Ucrânia, o terrorismo, e a Rússia pode ser útil”, declarou. Trump também citou Hillary Clinton, com quem disputou as eleições para presidente, e o ex-presidente Barack Obama, para dizer que os democratas falharam nas tentativas de manter boas relações com os russos. As novas manifestações de Trump em relação à suposta não interferência russa nas eleições ocorrem um dia após o diretor da CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA), Mike Pompeo, ter mantido suas acusações sobre atividades suspeitas do Kremlin no âmbito do pleito que elegeu o presidente dos EUA. Donald Trump disse ainda acreditar que as novas sanções impostas pelos chineses irão amenizar os ímpetos do ditador norte-coreano, Kim Jong-un.

Mar da China
Outra questão abordada pelo presidente dos EUA no Vietnã foi o mar da China meridional, alvo de disputa em que cinco países contestam as condições para navegação impostas pelos chineses. “Se eu posso ajudar a mediar ou arbitrar, por favor, avise-me”, afirmou Trump, em conferência em Hanói com o presidente do Vietnã, Tran Dai Quang. “Sou um excelente mediador e árbitro”, completou o norte-americano. Quang afirmou que o Vietnã acredita em negociações pacíficas e com base nas leis internacionais para lidar com as disputas no mar da China meridional. Além do Vietnã, Brunei, Malásia, Filipinas e Taiwan têm reivindicações sobre a região.

Desde que o presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, se aproximou da China, o Vietnã tem desafiado o poder do governo Xi Jinping. Em julho, a China pressionou os vietnamitas a interromper a perfuração de petróleo em uma das áreas em disputa. E as relações entre os países só devem voltar à normalidade após os encontros deste final de semana no país. As disputas sobre o mar também foram tema de discussão entre chineses e norte-americanos nos últimos dias.

Última parada da visita que Trump faz à Àsia, as Filipinas elogiaram a atitude do presidente norte-americano, mas dispensaram qualquer mediação, uma vez que o governo de Rodrigo Duterte busca estreitar os laços econômicos com a China. “Agradecemos. É muito amável, e uma oferta generosa, porque é um bom mediador”, disse o chanceler filipino, Alan Peter Cayetano. “Mas, certamente, os países envolvidos na disputa devem responder em grupo, ou de maneira individual, e um único país não pode dar uma resposta imediata porque a mediação diz respeito a todos”, completou.

Duterte disse ainda que conversou sobre a disputa com o presidente Xi Jinping em um encontro no último sábado, em Danang, à margem da cúpula da Apec. “Ele nos garantiu mais uma vez: – Não se preocupe, terá todos os direitos de passagem. Isso também se aplicará a todos os países”, contou Duterte ao voltar para Manila. Hoje, a questão do mar da China meridional deve voltar à pauta durante a reunião da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). (Com informações da Folhapress).

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