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Trump confirma Jerusalém como capital de Israel

quinta-feira, 07 de dezembro 2017

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que seu país reconhecerá Jerusalém, a partir de agora, como capital de Israel, uma medida que promete gerar tensões no Oriente Médio e reduzir as possibilidades de um processo de paz entre israelenses e palestinos. “Determinei que a hora é de reconhecer oficialmente Jerusalém como capital de Israel”, disse Trump em um discurso na sala de recepções diplomáticas da Casa Branca.

Ele afirmou que a decisão não deve ser interpretada como uma falta de compromisso com o processo de paz entre israelenses e palestinos. Prometeu que fará “todo o possível” para ajudar as partes na busca de um entendimento. “Os EUA apoiarão uma solução de dois estados se as duas partes chegarem a um acordo”, declarou.

Ontem, quando o presidente americano confirmou a polêmica decisão, líderes do mundo inteiro se manifestaram sobre a transferência da Embaixada. Mesmo antes do anúncio oficial do presidente, a maioria, exceto Israel, afirmou que uma mudança de status de Jerusalém deveria ser fruto de negociação e acordo.

A China disse que a decisão pode provocar conflitos regionais. “Estamos acompanhando de perto e preocupados com a possível escalada de conflitos na região. O status de Jerusalém é uma questão complicada e sensível. Todas as partes envolvidas devem agir com cautela”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang.

Papa Francisco
O papa Francisco disse estar profundamente preocupado e pediu respeito às resoluções das Nações Unidas sobre o que a Cidade Santa representa. “Jerusalém é uma cidade única, santa para judeus, cristãos e muçulmanos. Um dos lugares sagrados para todas as religiões e uma cidade que tem vocação especial para a paz”, declarou Francisco.

O presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, afirmou que Jerusalém é a “eterna capital do Estado da Palestina”. Em discurso gravado e transmitido pela “Palestine TV”, Abbas rejeitou o anúncio de Trump.

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