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Vaticano reconhece novo milagre feito por Irmã Dulce

quarta-feira, 15 de maio 2019

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A religiosa baiana Maria Rita Lopes Pontes, a Irmã Dulce, teve o seu segundo milagre reconhecido e será proclamada santa pelo Vaticano. A informação foi publicada na manhã desta terça-feira (14) pelo Vatican News, canal oficial de notícias da Santa Sé. Sem entrar em detalhes, as Organizações Sociais Irmã Dulce e a Arquidiocese de Salvador informaram que o milagre está relacionado à cura de visão de uma pessoa cega que passou a enxergar.

Nascida em 1914 em Salvador, Irmã Dulce, que ficou conhecida como “anjo bom da Bahia”, teve uma trajetória de fé e obstinação na qual enfrentou as rígidas regras de enclausuramento da Igreja Católica para prestar assistência a comunidades pobres de Salvador, trabalho que realizou até a morte, em 1992. Filha de um dentista e de uma dona de casa, Irmã Dulce iniciou sua trajetória de assistência aos mais pobres ainda na infância, quando visitava comunidades carentes e ajudava pobres e doentes na porta da casa da família.

Concluiu os estudos aos 18 anos, quando se tornou professora, mas optou pela vida religiosa e ingressou como noviça na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição, em São Cristóvão (SE). Cerca de um ano depois, quando foi consagrada freira, escolheu o nome Irmã Dulce em homenagem a sua mãe, que morreu quando ela tinha sete anos.

Missão
Ao iniciar seu trabalho de missão humanitária, foi enviada a Salvador, sua terra natal, onde passou a atuar no Sanatório Espanhol. A partir daí, não mais parou o seu trabalho voltado aos doentes e mais pobres. Em 1939, inaugurou uma escola voltada aos filhos de operários no bairro de Massaranduba, periferia de Salvador. Dez anos depois, ocupou um galinheiro ao lado do Convento Santo Antônio e improvisou uma enfermaria para cuidar de doentes.

Nos anos seguintes, começou a buscar apoio de políticos e empresários para transformar a enfermaria improvisada em um hospital voltado ao atendimento da população mais pobre. Criou um restaurante para dar comida a quem não tinha e organizou uma rede de aleitamento materno.

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