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Bolsa Família terá aumento real em 2018, diz ministro

terça-feira, 14 de novembro 2017

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O ministro Osmar Terra (Desenvolvimento Social) afirmou nessa segunda-feira (18) que o Bolsa Família deve ter um reajuste acima da inflação em 2018, ano eleitoral.

Esse seria o segundo reajuste no valor do programa feito pela gestão Michel Temer. O presidente anunciou um aumento de 12,5% logo após assumir o cargo, em razão do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Neste ano, contudo, suspendeu a mudança no valor com a piora no quadro das contas públicas.

Questionado sobre o fato do reajuste, previsto para o meio do ano que vem, ocorrer num ano eleitoral, ele disse: “Os maiores reajustes do governo anterior foram em ano eleitoral. Não vamos repetir. Temos que ter caixa para fazer”, disse ele.

“Bolsa Família ficou dois anos [na gestão Dilma] sem reajuste com inflação de 10% ao ano. Estamos lentamente recuperando”, disse Terra.
O ministro declarou que o reajuste deve ser feito com base na inflação e “um pouco mais”. “A inflação baixa ajuda”, disse ele. O IPCA acumulado dos últimos 12 meses foi de 2,7%

Terra anunciou o reajuste no benefício após o lançamento do Programa Emergencial de Ações Sociais para o Rio de Janeiro. Com investimento previsto de R$ 157 milhões, o programa inclui pacote de ações nas áreas de justiça, educação, esporte e direitos humanos, tendo como objetivo atender a 50 mil crianças e jovens.

O presidente também mencionou em seu discurso as vantagens para os trabalhadores que ele considera existir com a inflação baixa.
“Inflação baixa significa salário valorizado. Significa que preços não aumentaram”, disse ele. O governo recentemente reduziu a previsão de reajuste do salário mínimo de R$ 969 para R$ 965 -o valor atual é de R$ 937.

Bolsa
O Bolsa Família completa 14 anos. O aperfeiçoamento da gestão e mais oportunidades para os beneficiários melhorarem de vida são marcas desta nova etapa do programa.

Somente em 2017, o Bolsa Família já zerou a fila de espera cinco vezes. Isso ocorre porque todos os meses o Ministério do Desenvolvimento Social tem realizado um cruzamento de informações com diversas bases de dados do governo federal. A partir daí é possível visualizar as pessoas que não estão atendendo aos critérios do programa, como ter renda superior à mínima exigida. No total, mais de 4,4 milhões famílias saíram do programa para dar lugar a quem realmente mais precisa.

O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, ressalta que o Bolsa Família é uma solução emergencial para colocar comida na mesa das famílias mais pobres enquanto não há uma oportunidade de trabalho e de renda melhor. “É um programa que preservamos e aperfeiçoamos. O objetivo é que nenhuma família tenha como plano de vida ou projeto para os seus filhos viver somente dele”, destaca.

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