domingo, 18 de novembro de 2018.
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Cresce número de municípios que fazem uso de lixões

sexta-feira, 14 de setembro 2018

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A geração de resíduos sólidos urbanos (RSU) foi de 78,4 milhões de toneladas em 2017, aumento de cerca de 1% em relação a 2016.
A coleta regular atingiu 91,2% do que foi gerado: 71,6 milhões de toneladas. Isso significa que 6,9 milhões de toneladas não foram coletadas pelos serviços municipais e tiveram destino desconhecido.
Mas o problema não acaba nessas 6,9 milhões de toneladas, pois também 40,9% do que é capturado pelo sistema de coleta regular é descartado de forma inadequada, num total de 29 milhões de toneladas.

Essa enorme quantidade é enviada a lixões ou a aterros controlados, nome dado a lixões adaptados, que não têm os sistemas necessários para proteção do solo, das águas e do entorno.
Para Silva Filho, o dado mais alarmante do Panorama foi o aumento da destinação inadequada no país: houve crescimento de uso de lixões de 3% de 2016 para 2017, passando de 1.559 a 1.610 o número de cidades que fazem uso desse expediente para destinação final.

“Isso revela que os municípios não estão se importando com a Política Nacional dos Resíduos Sólidos -que prevê o fim deles- nem com as penalidades impostas pela da lei ambiental”, afirma o dirigente. “Significa que diante da restrição financeira, os municípios destinaram os resíduos para locais inadequados”, afirma.
Outro dado importante é o crescimento de geração per capita. Em 2016, cada habitante gerou 1,032 kg e houve acréscimo de 0,48% para 2017, chegando em 1,035 kg.
“Esperava-se que houvesse uma mudança de padrão semelhante à que houve após a crise hídrica, com os consumidores adquirindo consciência do desperdício. Mas bastou a crise econômica diminuir um pouco e as pessoas já estão gerando mais resíduos”, analisa Silva.

“No caso da água, as pessoas são atingidas no bolso. No dos resíduos, não. Todos queremos que o Brasil cresça, mas o crescimento sem investimento em infraestrutura sanitária tem trazido grave impacto ambiental ao país”, diz.

Lei
Lei 12.305 de 10 de agosto de 2010 instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e dispõe “sobre seus princípios, objetivos e instrumentos, bem como sobre as diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos, incluídos os perigosos, às responsabilidades dos geradores e do poder público e aos instrumentos econômicos aplicáveis”.

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