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Em ano eleitoral, jornalistas já foram alvo de 137 casos de violência

quarta-feira, 10 de outubro 2018

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Jornalistas que fazem a cobertura eleitoral foram alvo de 137 casos de violência neste ano, entre agressões físicas e no meio digital.
Segundo levantamento da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), foram 75 ataques por meios digitais e outros 62 casos de violência física.
A maioria das ocorrências em meio digital (91%) são de exposição indevida de comunicadores, quando os agressores compartilham fotos ou perfis apontando que o profissional segue uma determinada ideologia e, assim, incentivam hostilidades em massa. As agressões ocorrem em especial no Facebook e no Twitter.

Entre os autores de violações contra jornalistas no meio digital estão pessoas públicas e políticos, como o economista Rodrigo Constantino, o humorista Danilo Gentili, os deputados federais eleitos Eduardo Bolsonaro e Joice Hasselmann –ambos do PSL-SP– e os procuradores Marcelo Rocha Monteiro (MP-RJ) e Ailton Benedito (MPF-GO).

Em um desses ataques, a repórter Marina Dias, da Revista Encontro, com sede em Belo Horizonte, foi hostilizada ao ser confundida com a repórter da Folha de S.Paulo de mesmo nome que publicou reportagem sobre a ex-mulher do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) ter afirmado ao Itamaraty, em 2011, que foi ameaçada de morte por ele. A onda de hostilidades começou após uma postagem feita por Gentili no Twitter.
Já as ocorrências físicas estão relacionadas a coberturas de eventos de grande repercussão ligados às eleições.

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