32 C°

terça-feira, 22 de setembro de 2020.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

aniversario
aniversario

Nacional

Ensino fundamental público brasileiro melhora no Ideb

quarta-feira, 16 de setembro 2020

As redes públicas de ensino fundamental do país mantiveram o ritmo de avanço no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2019, enquanto a rede privada ficou estagnada. A melhora reduz o abismo de desigualdade entre as escolas, ainda que a diferença se mantenha em mais de um ponto na nota. Parte dos resultados do Ideb foi divulgada nesta terça-feira (15) pelo governo Jair Bolsonaro (sem partido). O indicador, principal termômetro da educação brasileira, é calculado a cada dois anos pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão do MEC (Ministério da Educação).


São levados em conta no Ideb o desempenho de estudantes em avaliação de matemática e língua portuguesa, chamada Saeb, e as taxas de aprovação escolar. A avaliação federal é feita ao fim de três etapas: anos iniciais (5º ano) e finais (9º ano) do ensino fundamental e ainda o ano final do ensino médio. Desde 2007, a rede pública brasileira consegue superar a meta estabelecida para os anos iniciais do ensino fundamental (do 1º ao 5º ano). Na média do país, elas passaram de 5,5, em 2017, para 5,7, no ano passado -a meta era de 5,5. Nas particulares, o índice se manteve estável em 7,1 -abaixo da meta, que era de 7,4.


Ainda assim, os dados indicam que 31% das escolas municipais, onde está a maior parte das matrículas dos anos iniciais, têm Ideb inferior a 4,9, ou seja, abaixo da meta. A secretária de Educação Básica do MEC (Ministério da Educação), Izabel Lima Pessoa, disse que a pasta quer ter um olhar especial para os anos finais do ensino fundamental.


“Nossa equipe já tem preocupação com fundamental 2, a gente precisa começar esse trabalho com fundamental 2 de modo que nosso estudantes possam chegar ao ensino médio e estancar a questão da evasão”, disse ela nesta terça-feira (15) durante entrevista para apresentar os dados no Inep, em Brasília. Segundo Luiz Garcia, presidente da Undime (órgão que reúne os secretários municipais de Educação), a grande diversidade de realidades no país traz desafios particulares para o sistema educacional.
“Temos municípios de alto Ideb que já enfrentam desafio de avançar, o que indica que precisamos repensar aquilo que temos”, disse ele, presente na entrevista. As redes públicas de São Paulo (incluindo escolas estaduais e municipais) lideram o indicador nessa etapa, com nota 6,5. Seguem-nas as redes públicas do Paraná, com 6,4.

Meta
Para os anos iniciais, só não atingiram a meta estabelecida para o ano passado as redes públicas de Roraima, Amapá, Sergipe, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Nos anos finais (do 6º ao 9º ano), o Ideb das públicas do país passou de 4,4 para 4,6, no mesmo período -sem conseguir alcançar a meta estabelecida em 5. Na rede privada, a nota ficou estagnada em 6,4 -também abaixo da meta de 7,1.


Para essas séries, só sete estados conseguiram alcançar as metas estabelecidas para o ano passado: Amazonas, Piauí, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Paraná e Goiás. Ainda que lidere o ranking para essas séries nas redes públicas, com Ideb de 5,2, São Paulo não atingiu a meta de 5,6 para 2019.

hoje

Mais lidas

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com