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Lava Jato: alvos discutem reforma política

terça-feira, 21 de março 2017

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Alvos da Operação Lava Jato discutiram nessa segunda-feira (20) mudanças no atual modelo eleitoral em evento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O presidente da corte, Gilmar Mendes, afirmou que o sistema está “todo viciado” e pregou mudanças para o próximo pleito, em 2018.

A comissão especial da Câmara que debate o assunto deve votar o relatório no próximo mês, com duas grandes mudanças.
Em vez de os eleitores votarem em candidatos isolados para a Câmara, eles passariam a votar em um grupo de nomes pré-definido pelas legendas, a chamada “lista fechada”. Além disso, será proposta a criação de mais um fundo com dinheiro público para financiar os candidatos, já que as doações empresariais estão proibidas desde 2015.

Líder do governo no Senado e presidente do PMDB, o senador Romero Jucá (RR) afirmou que a Lava Jato “mudou o paradigma do financiamento de campanha.” Segundo ele, o novo modelo eleitoral definirá a forma de financiamento a ser implantada.

“A eleição 2018 vai eleger um presidente em país continental como o Brasil, 54 senadores, 513 deputados federais, 27 governadores, mais de 800 deputados estaduais. Estamos falando de eleição que vai eleger mais de 1.400 pessoas para cargos diferentes. Ou seja, o financiamento por pessoa física não dará condição nem ao candidato à presidente alugar jatinho para percorrer o Brasil”, disse Jucá, que responde a inquérito na Lava Jato.
Presidente da comissão da Câmara que debate o assunto, Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) afirmou que “enquanto tivermos essa Lava Jato, que criminalizou as doações de campanha, o melhor sistema é o de lista”.

A Procuradoria-Geral da República pediu ao STF abertura de investigação contra o peemedebista sob suspeita de que ele tenha participado do esquema de propina pago pela Odebrecht, apurou a reportagem.
“Hoje estamos sendo pautados pela Lava Jato. A operação tem sua importância, mas não pode paralisar o Congresso. Não se pode imaginar que tudo que vai votar tem relação com a questão da Lava Jato”, afirmou Vieira Lima, para quem o Parlamento também desistiu de qualquer tentativa de anistiar os alvos da operação.

Sistemas
Em sua fala, Gilmar Mendes falou sobre virtudes e defeitos dos diferentes modelos, dizendo que o objetivo é responder à pergunta sobre “como se financia a democracia”.

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