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Mortes violentas têm queda de 10,43% de 2017 para 2018

quarta-feira, 11 de setembro 2019

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O Brasil registrou 57.341 mortes violentas intencionais em 2018, redução de 10,43% em relação ao ano anterior, quando o número chegou a 64.021. Os dados fazem parte do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2019, divulgado ontem (10) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O total registrado em 2018 é o menor desde 2013 (55.847 casos).

A taxa de homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes chegou a 27,5 no país em 2018, enquanto em 2017 era de 30,8 – uma redução de 10,8%. No recorte por unidades federativas, as maiores taxas estão em Roraima (66,6), no Amapá (57,9), no Rio Grande do Norte (55,4) e no Pará (54,6). Já as menores foram registradas em São Paulo (9,5), Santa Catarina (13,3), Minas Gerais (15,4) e no Distrito Federal (16,6). O estudo associa a taxa de homicídios em Roraima e no Amapá à atuação de facções criminosas nessas regiões.
No caso do Amapá, o anuário destaca o cenário como “ainda mais dramático”. Os dados mostram que a taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes cresceu 1.100% em sete anos. “Serviços de inteligência atestam a existência de sete facções criminais no estado, ainda em guerra no início de 2019”, aponta o estudo.

Rio
As forças de segurança do estado do Rio de Janeiro receberam um lote de 27.424 pistolas compradas com verbas da intervenção federal. Os equipamentos foram entregues simbolicamente nessa terça-feira (10) ao governador Wilson Witzel, na sede do Comando Militar do Leste (CML), e ajudarão a equipar as polícias Militar e Civil, os agentes penitenciários e o Corpo de Bombeiros.

No total, foram gastos R$ 43,3 milhões na compra das armas, pistolas de calibre .40 da marca austríaca Glock, ao preço unitário de R$ 1.580. O armamento é reconhecido entre especialistas como de extrema confiabilidade e precisão.

“O povo do estado do Rio de Janeiro tem que agradecer pelo profissionalismo e pelos momentos em que o Exército brasileiro esteve à frente das tropas de intervenção. Souberam bem desenvolver a sua missão. Certamente [este armamento] será extremamente útil às nossas forças de segurança, especialmente a nossa Polícia Militar. Este legado será muito bem empregado, são pistolas de excelente nível técnico, há muito esperadas por nossa corporação”, disse Witzel em seu discurso.

O coordenador-geral de gestão de material do Gabinete de Intervenção Federal, coronel Mário Fonseca, explicou que houve um processo com dispensa de licitação, no qual todas as empresas interessadas em fornecer os armamentos puderam fazer suas ofertas, se sobressaindo a da Glock, especialmente pelo menor preço. Além delas, novos equipamentos deverão ser entregues.

“Pretendemos encerrar o grosso dessas entregas em 31 de dezembro, quando se encerram as atividades do gabinete, permanecendo ainda, até janeiro de 2021, a pretensão de entregarmos três helicópteros, adquiridos na Itália, dois para a Polícia Civil e um para o Corpo de Bombeiros. Nós já entregamos mais de 60% do material, algo em torno de R$ 600 milhões. Ainda têm viaturas que estamos entregando e duas câmeras de imagem que serão acopladas aos helicópteros da Polícia Militar, no valor de R$ 25 milhões [as duas].

São câmeras israelenses, com um elenco de possibilidades que justificam esse preço. Do recurso destinado para a intervenção, R$ 1,2 bilhão, 97% já foram empenhados”, disse o coronel. O evento foi acompanhado por diversas autoridades federais e estaduais e contou com a presença do comandante do CML, general Júlio César de Arruda. (Agência Brasil)

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