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“Nunca operei contribuições”, diz Palocci a Moro

sexta-feira, 21 de abril 2017

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Ex-ministro dos governos Dilma e Lula, Antônio Palocci negou em depoimento ao juiz Sergio Moro, ontem (20), que tenha solicitado caixa dois à Odebrecht para as campanhas presidenciais ou que tenha favorecido à empresa em troca de recursos ilícitos. Palocci, réu sob acusação de lavagem de dinheiro e corrupção passiva e ativa, confirmou que teve reuniões Marcelo Odebrecht mas afirma que nunca aceitou propina ou interferiu em assuntos do BNDES, Congresso e Petrobras para ajudar a empreiteira.
Ainda disse que não tratava de detalhes das doações que as empresas davam aos candidatos do Partido dos Trabalhadores, apenas “reforçava” os pedidos de contribuições dos tesoureiros. “Eu nunca operei contribuições, até porque não era minha função, se fosse eu teria feito. Mas eu nunca operei contribuições. Mas eu sempre dizia ao empresário: atenda ao tesoureiro da campanha, vê se você pode ajudá-lo, porque eles me pediam, eu não podia deixar de fazer isso”, afirmou.

Acusação
Palocci é acusado pelo Ministério Público Federal de ter pedido propina da Odebrecht, para ele ou para o PT, e, em troca, ter interferido em contratos e licitações com a Petrobras. O ex-ministro foi membro do conselho de administração da estatal. Segundo os delatores da Odebrecht, ele tinha o apelido “Italiano” nas planilhas do Setor de Operações Estruturadas da empreiteira, o departamento responsável pelo pagamento de propinas.

Depoimento
No depoimento, o ex-ministro nega que seja o Italiano. Como exemplo, ele fala de um e-mail em que é citado nominalmente e, em seguida, aparece o codinome “Itália”. “Tem um e-mail em que ele [Marcelo] fala ao [ex-diretor] Alexandrino [Alencar]: você falou com o Palocci? Alexandrino responde: ‘Sim, falei com o Palocci’. E ele disse ‘GM (que acho que é Guido Mantega) e Itália estiveram ontem com o presidente’”. “Eu acho que Itália então, não sei quem é. Italiano, naquele Congresso, como no Brasil inteiro, tem milhares”, afirmou. “O italiano pode ser eu como podem ser 40 milhões de brasileiros”.

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