Economia
Quinta-feira, 18 de Julho de 2013
Trabalhadores da CSP deflagram nova greve

Cerca de quatro mil trabalhadores decidiram, em assembleia geral, na manhã de ontem, paralisar suas atividades no canteiro de obras da Companhia Siderúrgica Pecém (CSP), na região do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), no município de São Gonçalo do Amarante. Eles alegam estar sofrendo maus-tratos por parte de encarregados e engenheiros; falta de uma área de vivência; carteiras de trabalho retidas; falta de higiene nos banheiros; jornadas de trabalho em desacordo com a legislação; não pagamento de cesta básica, corte no benefício de plano de saúde e até agressões físicas.

Uma nova assembleia foi marcada para o próximo dia 22, mas até lá os trabalhadores – que são funcionários da Posco E&C do Brasil, continuarão parados. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem do Estado do Ceará (Sintepav-CE) espera que a solução dos problemas seja imediata, visto a insatisfação existente dentro do canteiro de obras.

A construção da CSP teve seu início, em agosto de 2010, através de uma joint venture que envolve a brasileira Vale e duas empresas sul-coreanas Posco e Dongkuk Steel. Tem um valor estimado de U$$ 4,2 bilhões (R$ 9,4 bi, aproximadamente). Durante a sua fase de construção terá um pico de 15 mil empregos diretos e oito mil indiretos. A estimativa de conclusão é em 2015, quando acontecerá o início da produção de três milhões de toneladas de placas de aço por ano. E, na segunda fase, deverá dobrar a sua capacidade produtiva.

POSICIONAMENTO

A Posco E&C do Brasil, responsável pela obra da Companhia Siderúrgica do Pecém, informa que está ciente sobre a manifestação dos funcionários das subcontratadas (que somam cerca de dois mil trabalhadores) e vem acompanhando de perto as negociações das empresas com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem do Estado do Ceará.

A Posco afirma, ainda, não existirem maus-tratos no local. Uma comissão foi formada junto ao sindicato para que, a cada duas semanas, participe de uma reunião entre o Sintepav, as subcontratadas e a Posco, oportunizando encaminhamento e resolução das demandas. A empresa ressalta, ainda, a ilegalidade da paralisação, uma vez que a mesma não atendeu aos procedimentos definidos em lei.

Por fim, a Posco E&C do Brasil reafirma o compromisso com o projeto da CSP, que será a primeira usina siderúrgica integrada do Nordeste do Brasil, e vai impulsionar o crescimento econômico do Ceará, produzindo, em sua primeira fase de operação, três milhões de toneladas de placas de aço por ano. 

VERSÃO IMPRESSA

Comentários

Comentar

O conteúdo deste campo é privado não será exibido ao público.
  • Endereços de páginas de internet e emails viram links automaticamente.
  • Quebras de linhas e parágrafos são feitos automaticamente.

Mais informações sobre as opções de formatação