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A noite

George Mazza Funcionário Público e Mestre em Direito

sexta-feira, 10 de agosto 2018

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Éextensa a lista de livros, documentários, filmes e relatos pessoais mostrando a perversidade da exterminação de judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Mais de 8 milhões de judeus foram exterminados naquele período, simplesmente por serem judeus. Um dos relatos pessoais mais angustiantes está contido no livro “Diário de Anne Frank”. Outro relato impressionante é o do autor Primo Levi, na obra “É Isto um Homem?” (Editora Rocco, 2013). Entretanto, uma obra pouco conhecida revela as entranhas da ideologia totalitária alemã: trata-se do livro “A Noite”, de Elie Wiesel (Editora Ediouro, 2006). O autor, Prêmio Nobel de Literatura e sobrevivente do famoso campo de concentração de Auschwitz, relata o drama sofrido por toda a sua família nos campos de trabalhos forçados do regime nazista.

A comovente obra traz-nos diversas passagens emocionantes, como o seu primeiro encontro com o “famoso doutor Mengele”, o médico alemão responsável por monstruosos experimentos científicos com judeus, e que decidia, como numa loteria humana, quem morreria e quem sobreviveria. Mas talvez o mais impressionante relato de Elie, sobre sua experiência naquela primeira noite no campo de concentração, foi o de ter presenciado um caminhão despejando uma “carga” de bebês em uma fossa em chamas. Repetindo: um caminhão do exército alemão descarregando centenas de crianças para serem queimadas, muitas delas ainda vivas. Os corpos daqueles inocentes foram queimados, mas jamais apagados das lembranças do autor. Permaneceram vivas as experiências dos difíceis dias de confinamento, tão claramente narrados nesta obra não-ficcional.

Passados mais de meio século da infeliz atrocidade contra milhões de judeus, muitos deles inocentes crianças, parece que o mundo não se cansou de tanto sofrimento e perseguição aos menos favorecidos e desamparados. Aqui no Brasil, país de parca memória, surge um novo Mengele em nossa História, uma nova eugenista, responsável pelo tormento de milhares de vidas: a antropóloga Débora Diniz, que usa seu exército de militantes para tentar legalizar o aborto em nosso país. Essas pessoas pouco se importam com o sofrimento de mulheres e crianças exterminadas nas novas câmaras de gás: as clínicas de aborto. Essas pessoas não se importam com o sofrimento dos familiares envolvidos no aborto. Pensam que podem apagar cada morte da memória de nosso povo.
Parece ser chegada a noite, mas se aproximam tempos de luz a iluminar os caminhos necessários para impedirmos esse novo extermínio humano.

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