sábado, 24 de agosto de 2019.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

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A Academia Cearense de Letras promove lançamento no Ideal Clube

JOSÉ G. MONTEIRO ADVOGADO

quinta-feira, 13 de junho 2019

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Para o dia 18 do mês em curso, a partir das 19 horas, o Consulado Honorário da Romênia, a Academia Cearense de Letras e o Ideal Clube de Fortaleza convidam para o lançamento dos livros “A Língua Romena” e “Miorita – A Lenda do Mestre Manole (baladas do folclore romeno)”. Os livros serão apresentados pelo seu autor, o poeta e escritor Luciano Maia que descreverá, sob o influxo dos seus profundos conhecimentos da gramática latina, os diversos traços de identidade entre as línguas romena e portuguesas, ambas de formação neolatina.
Luciano Maia dispensa comentários; sua extensa e substanciosa produção literária lhe coloca entre os mais laureados poetas cearenses. Não obstante, o autor é mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Ceará, professor do Curso de Direito da Universidade de Fortaleza, Cônsul Honorário da Romênia em Fortaleza e Membro titular da Cadeira 23 da Academia Cearense de Letras.
Com efeito, Luciano Maia já produziu cerca de 25 livros, merecendo especial menção, por seu impressionante estro poético, as obras “Neruda”, “Sol de espavento”, “Seara”, “Estoril”, “Nau capitânia”, “Adjutório”, “Praia formosa”, “As tetas da loba”, “Ritmos”, “Do mar ao Rio”, “Galope à Beira Mar” e a laureada obra “Jaguaribe: memória das águas”, que já segue em sua 10ª edição brasileira, contando com edições em inglês, espanhol e romeno.
Luciano Maia é artífice não somente de belos versos, mas de verdadeiras emoções rimadas. É impossível não se encantar com o poema “Dedicatória aos cantadores, aos retirantes e ao mar” do livro “Jaguaribe: memória das águas”, que assim verseja:
“AOS CANTADORES – Aos poetas duendos do sertão/ reinventores mágicos da lenda/ recontadas nas noites de clarão/ (barco-viola aos remos da contenda/ seguindo a correnteza do refrão)/ na torrente da rima cuja senda/ desliza o meu poema de alma andeja/ neste rio de verve setaneja. – AOS RETIRANTES – Dedico o meu poema a este povo/ peregrino habitante dos caminhos/ que depois de morrer nasce de novo/ ressurgido das sombras, dos espinhos./ Dedico este meu canto em que não louvo/ o sem-rumo dos rastros ribeirinhos/ mas a força telúrica do rio/ e a sangria assassina denuncio. […] AO MAR – Enfim, ao mar da Terra de Iracema/ que acolhe essas águas irrisórias/ dedico o meu atávico poema/ (sincero contributo das memórias)/ estes versos de múltiplo elemento:/ de terra e fogo e água e sol e vento.”
O mesmo talento se denota em toda sua pureza através dos versos extraídos do livro “Galope à Beira Mar”, cuja riqueza melódica, orgânica e sinestésica transporta o leitor para dentro da própria cena poética, tornando-o autêntico (re)vivente das ferras de gado nordestinas:
“Mourão, pau-a-pique, curral, boi de raça/ fogueira estalando na marca dos ferros/ o laço certeiro, a derriba e os berros/ subindo ao abafo da preta fumaça./ Os goles no alpendre da boa cachaça/ tropel de novilhos, voltando ao seu ar;/ a fala arrastada dos velhos a dar/ as mostras de quem quando moço gozou/ das mesmas delícias e o tempo passou/ mas canta e relembra na beira do mar.”
São assim os poemas de Luciano Maia e eis que vos convoco, caros leitores, para prestigiarem o evento encimado.

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