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Ajuda humanitária

segunda-feira, 19 de junho 2017

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O mundo acompanha, aflito, pelos meios de comunicação, o desenrolar macabro da guerra na Síria. Nesse sentido, é salutar a informação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) sobre a necessidade, imediata, de US$ 220 milhões para ajudar nove milhões de meninas e meninos que vivem precariamente na Síria e em outros países da região. Aproximadamente 6 milhões de crianças sírias precisam de assistência urgente para sobreviver e mais 2,5 milhões estão acolhidas em países próximos e também demandam socorro imediato, de acordo com o órgão.

Sem uma urgente injeção de dinheiro, o Unicef precisará cortar programas básicos, entre eles a entrega de água potável e os serviços de saneamento para 1,2 milhão de crianças que moram em campos de refugiados, acampamentos informais ou estão acolhidas em comunidades. Além disso, será necessário reduzir ou acabar com programas de saúde e a com a distribuição de alimentos essenciais para a sobrevivência de 5,4 milhões delas. Se o organismo não conseguir tais valores, também será preciso cortar a ajuda em dinheiro dada a 500 mil meninos e meninas para ir à escola em vez de trabalhar. Para termos uma ideia do quadro dramático pelo qual passa as crianças daquele país, atualmente, estima-se que dois milhões de crianças sírias estão fora das salas de aula, e a tendência é de que, com o agravamento do conflito, esse número continue a subir.

É preciso ressaltar que manter meninos e meninas na escola não evita apenas que eles deixam de estar na rua trabalhando, mas também previne a exposição a outros perigos, como o abuso sexual, e reduz a incidência dos casamentos precoces, muito comum naquela região do planeta. Que os organismos diplomáticos e de ajuda humanitária continuem nos seus esforços de tentar trazer um mínimo de conforto a essa parte mais frágil da população civil.

EDITORIAL

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