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Alerta: “Brincadeiras Perigosas”

quinta-feira, 03 de setembro 2015

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A realização em Fortaleza do primeiro Colóquio Internacional, realizado no Brasil, sobre “Brincadeiras Perigosas: Práticas, Risco e Prevenções no Mundo”; promovido pelo Instituto DimiCuida com a participação especial da APEAS (Association de Parents d’Efants Accidentés par Strangulation), França; foi uma oportunidade para saber mais sobre esta “prática”, muito difundida entre jovens; que acarreta graves sequelas físicas e até mortes. No evento, abordei esse assunto em público, com depoimento pessoal de um pai sobre perda repentina de seu filho.

De fato, não foi fácil aceitar o que aconteceu. Evidente que, um filho do sexo masculino traz muitas subjetividades para o pai. Que muitas vezes projetam “fantasias” na imagem dos filhos. Isso realmente é injusto com os meninos.  Procurei dar Liberdade para que meu filho, Breno, pudesse buscar a sua íntima personalidade e suas realizações.

Breno, 17 anos, estava cheio de planos; visto que havia passado no Enem, e nos vestibulares da Uece e Unifor, de modo que poderia escolher a sua carreira diante das opções acadêmicas – o que lhe enchia de altaestima pelo exitoso resultado de seus esforços nos estudos, e, naturalmente, o reconhecimento; tendo compartilhado a sua felicidade com familiares e amigos.

O acontecimento trágico com o meu filho se caracteriza dentre as formas de “Brincadeiras Perigosas”, através do desafio proposto entre jovens. Ao inalar “ar seco” de um desodorante teve suas vias respiratórias obstruídas e, para piorar o quadro clínico, houve rompimento de artérias, ocasionando hemorragia e óbito.

As “Brincadeiras Perigosas” na realidade, segundo pesquisas e divulgadas pelo Instituto DimiCuida (www.facebook.com/dimicuida) são práticas: “Vistas como brincadeiras entre crianças e adolescentes, esses jogos consistem em cortar a passagem de ar para o cérebro, provocando o desmaio. O objetivo da prática seria a busca de uma sensação de euforia ou alucinatória”. O “jogo do desmaio” (the choking game) tem incidência até na faixa etária de 10 anos, – perigosamente!

Realmente é um “fenômeno” desta geração “conectada“. Sim, as práticas são amplamente difundidas pelas redes da internet e celulares. “Brincadeiras Perigosas” são, na verdade, atitudes inconsequentes que resultam em mortes banais. É preciso abrir um canal de diálogo com os jovens – imediatamente! Neste senso, a Escola é fundamental, que pode conseguir meios pedagógicos e psicológicos para evitar que vidas prematuramente sejam perdidas. Particularmente, escrevo este artigo, contribuindo. Hoje, 3, faz sete meses da partida do meu filho. E porque o amava, e por sua memória sempre viva; faço um alerta sobre: “Brincadeiras Perigosas”.

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