sábado, 25 de maio de 2019.
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Aonde vamos chegar 

HÉLDER CORDEIRO JORNALISTA

terça-feira, 14 de maio 2019

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Após o vendaval dos governos petistas e peemedebistas, de Lula a Temer, e, de mais 144 dias após a posse de Jair Bolsonaro, na presidência da República, surfando o eleitorado de esperanças, o Brasil ainda estar patinando sem projeto nacional que defina rumo para fazer crescer a sua economia e melhorar a qualidade de vida dos brasileiros. Não vamos a lugar algum se o governo ainda não sabe onde aportar. Não basta afirmar que deseja um novo diferente do velho toma lá dá cá, sem explicitar um projeto de construção da primeira coluna de sustentação do seu porto seguro. O governo Bolsonaro está sem porto seguro.
Isto não está acontecendo somente com a proposta da reforma previdenciária. Sem cristalina transparência o governo está impondo somente um “dar ou desce”. Ou se aprova a nova previdência ou o Brasil vai quebrar. Vai faltar recursos para investimentos na saúde, educação, enfim, vai parar tudo. Isto não é verdade, nem muito menos transferir para o trabalhador assalariado, público ou da iniciativa privada, responsabilidade da situação pré-falimentar Sistema Previdenciário.
O presidente Bolsonaro precisa ser transparente e não somente deixar dúvida confusa, a exemplo de “previdência excelente” é aquela que o governo não faz investimentos. Porém não desiste de gerenciar e de sugar seu faturamento em benefício dos amigos e aliados. Previdência no Brasil sempre foi assim, fonte de puxadinhas e de corrupção.
O que deseja mesmo esse governo com esta reforma previdenciária? Aprovar capitalização para aposentadoria gerenciada pelos banqueiros e desconstitucionalização da legislação previdenciária para uso em futuras manobras escusas dos aliados: governos e mercado financeiro. Única realidade!
Pior do que essa reforma previdenciária é a Nação não entender o porquê do que governo Bolsonaro criar sucessivas crises internas. E a pior das piores é sua subserviência ao ideologismo de Olavo Carvalho, brasileiro que mora nos Estados Unidos e até então ilustre desconhecido astrólogo para a maioria absoluta dos brasileiros. Para Bolsonaro, esse escritor é um “senhor não acima de Deus, mas acima de todos”, inclusive dos respeitados oficiais das Forças Armadas que formam a coluna retaguarda do respaldo da opinião pública ao seu governo e ao nacionalismo de sustentação da Democracia Brasileira.
As despropositadas ofensas desse “ilustre amigo” da família Bolsonaro ao general Eduardo Villas Boas, ex-comandante do Exército e um dos “amigos para sempre”, de Bolsonaro, como afirmou o próprio no ato de posse, pode ser página virada, esquecida ou até perdoada, mas sem dúvida nunca conciliada pelos militares. Aonde vamos chegar para entender o que deseja o presidente Jair Bolsonaro?

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