sábado, 15 de dezembro de 2018.
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Assim nasceu o Dia da Pátria

sexta-feira, 06 de setembro 2013

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Mais uma Semana da Pátria e com ela são muitas relembranças. Prioritariamente vem-me à memória o patriotismo do saudoso  cearense Luís Cavalcante Sucupira, que quando deputado instituiu o 7 de Setembro como Dia da Pátria.  Homem íntegro, dotado de  inteligência privilegiada, pertenceu a Academia Cearense de Letras. Brilhou no magistério e no jornalismo, inclusive presidiu a Associação Cearense de Imprensa.  Atuou em vários jornais, dentre os quais “O Nordeste”, órgão da Arquidiocese de Fortaleza. Católico praticante e virtuoso,  foi condecorado pelo Vaticano com o raríssimo e nobre título de comendador da Santa Sé. Na vida pública  ele exerceu vários cargos.

Convidado para secretário de Estado dos Negócios da Fazenda, pelo Interventor, coronel José Machado Lopes, o comendador Luiz Sucupira  ocupou, interinamente, a função de Interventor do Ceará. Consta que, de tão probo e rigoroso no trato da coisa pública, dispensava o uso de carro oficial, preferindo deslocar-se da sua residência, na Rua Costa Barros, até o Palácio da Luz, pedalando uma bicicleta… Exemplo de dignidade político-administrativa, tão ausente nos dias atuais, quando se fere os brios da Pátria com a onda de corrupção, roubalheira,  impunidade,  insegurança,  falta de compromisso, e descaso com a educação e a saúde pública.  Em síntese: falta de nacionalismo e de vergonha na cara…

Em 1930, Luís Cavalcante Sucupira candidatou-se à Assembleia Nacional Constituinte sendo eleito com a circunstância de haver atingido o quociente eleitoral antes que os demais candidatos, em todo o Brasil. Os Anais do Congresso Nacional registram que no dia 6 de setembro de 1934, o então deputado e membro da Comissão de Educação e Cultura, Luís Sucupira, apresentou o Projeto de nº 42 que instituiu o Dia da Pátria, com a intenção de reflorescer nos corações de todos os brasileiros o sentido das comemorações do 7 de Setembro. Isto arrancou vibrantes aplausos de seus pares, na Câmara dos Deputados. Em decorrência veio o Decreto Presidencial nº 7, que materializou a iniciativa do insigne  parlamentar cearense.Textualmente reza o patriótico documento: “O Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil: Faço saber que a Câmara dos Deputados, exercendo cumulativamente as funções do Senado, que lhes foram conferidas pelo Artigo 2º, das Disposições Transitórias da Constituição da República, decretou e eu sanciono a Resolução seguinte: Artigo 1º – É instituído “Dia da Pátria” a data de 7 de Setembro, comemorativo da Independência do Brasil. Parágrafo Único – Fica o Poder Executivo autorizado a Regulamentar a presente Lei. Artigo 2º – Revoguem-se as disposições em contrário. – Rio de Janeiro, 20 de novembro de 1934.  113º da Independência e 46º da República. Getúlio Vargas e Vicente Rao”. Este feito patriótico mereceu o reconhecimento conjunto da ACI, PMF, 10ª RM que, numa iniciativa da Diretoria aceiana presidida por Stênio Azevedo, da qual eu era secretário, foi descerrado no interior do Estádio General Eudoro Correia (oficialmente Praça da Bandeira mas conhecida por Praça do Colégio Militar) o busto de Luís Cavalcante Sucupira, em  7 de setembro de 2002.

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