quinta-feira, 22 de agosto de 2019.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Atendem bem nos bancos

NARCÉLIO LIMAVERDE RADIALISTA, JORNALISTA, ESCRITOR

segunda-feira, 15 de julho 2019

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Bom dia! Outro dia recordei o Banco União, do Zé Pontes. Ficava no andar térreo do Palácio do Comércio, mesmo defronte onde, na época, funcionava a Assembleia Legislativa. Era um atendimento de muita categoria, com o dono acompanhando tudo. E era no tempo em que você chegava entregava o cheque a um funcionário e esperava ser chamado ao lado dos caixas. Hoje, praticamente, nem se usa mais cheque. Vamos direto ao caixa eletrônico. Há um outro problema hoje em dia. Tem bancos que dispõe no máximo de três caixas, num flagrante desrespeito a uma lei antiga, do deputado Adail Barreto. E tem jovens que ficam aborrecidos quando os velhinhos furam a fila, o que é estabelecido por lei. Sim, os bancos da Fortaleza Antiga, pagavam juros quando depositávamos nosso dinheirinho lá. Hoje né?… Quando você atrasa, nem que sejam três dias, a proposta oferecida aumenta a dívida umas três vezes. Eu alcancei a Semana da Economia do Banco dos Proprietários. Ele ficava na Barão do Rio Branco, um pouco antes da Senador Alencar. O proprietário Deusdith Costa Souza estabeleceu receber depósitos a partir de 10 cruzeiros, muito antes do Cruzado e do Real. Sim, e como era simples conseguir empréstimos nas cooperativas do Sancho Moisés Pimentel, as duas, bem pertinho da Praça do Ferreira. É verdade que ficava uma ponta, explicada pelo funcionário, com muito jeito, que o futuro devedor se transformaria num sócio do estabelecimento. E ele acreditava piamente… O cara ficava orgulhoso e propalava, ora, eu sou sócio da cooperativa do senhor Moisés Pimentel, ou, então de José Afonso Sancho. Manda a Justiça que volte a citar o Banco União, do senhor Zépontes. Ele era uma mãe para pedir empréstimos. E muitos tocavam flauta. Explico, chamavam tocar flauta, o devedor, no dia do vencimento do empréstimo, pagava os juros e prorrogava a dívida. É oportuno ressaltar, no Banco do Brasil temos um gerente. Ele telefona e se identifica, após dizer, “eu sou o seu gerente”… Menos mal, não? Hoje conhecemos e vemos os gerentes e ouvimos seus telefonemas. Na Fortaleza eles viviam escondidos lá pra dentro… No tempo do bumba até o Bank Of London and South América, da Rainha Elizabeth, chegava mais próximo. Talvez porque o gerente era o Badinho, amigo de infância. Mas saudade, saudade mesmo, temos é do Banco União e das Cooperativas do Sancho e Moisés Pimentel. É como dizia aquele samba … Eu era feliz e não sabia…

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