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Boa notícia

quinta-feira, 11 de Janeiro 2018

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Enfim, uma boa notícia para os brasileiros. A maior queda no preço dos alimentos, em quase 30 anos ,foi a principal responsável pela inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ter fechado 2017 abaixo do piso da meta pela primeira vez na História, informou o Banco Central (BC. De fato, o BC foi surpreendido pelo comportamento dos preços dos alimentos no domicílio. Resultado isso, é que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA encerrou o ano passado em 2,95%, abaixo do piso de 3%. Para 2017, o Conselho Monetário Nacional (CMN) tinha fixado a meta de inflação em 4,5%, com tolerância de 1,5 ponto percentual, o que permitiria ao índice fechar num intervalo entre 3% e 6% sem acarretar o descumprimento da meta.

Segundo o Banco Central, a inflação do subgrupo alimentação no domicílio fechou 2017 com deflação (recuo de preços) de 4,85%, a maior para esses itens desde o início da série histórica do IPCA, em 1989. Ao excluir os alimentos, o índice teria encerrado o ano passado em 4,54%, próximo do centro da meta.

É preciso ressaltar, também, o caráter excepcional do comportamento dos preços dos alimentos em 2017. A forte retração decorreu de fatores fora do controle da política monetária, como as safras recordes, que elevaram a oferta de alimentos no mercado interno. A autoridade monetária não cortou mais os juros para compensar a queda nos preços dos alimentos porque não cabe a ela reagir a eventos externos.

Por outro lado, os brasileiros estão sentindo o bolso pesar nos campos da energia elétrica e combustíveis, ambos sucessivamente reajustados (para cima, sempre) nos últimos meses, o que vem pesando na inflação geral ao consumidor. De todo modo, é um bom sinal de que o dragão inflacionário, finalmente, está diminuindo o apetite.

EDITORIAL

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