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Brasil dos lixões

EDITORIAL

segunda-feira, 17 de setembro 2018

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Novos dados dão conta da situação da produção de lixo no Brasil. A geração de resíduos sólidos urbanos (RSU) foi de 78,4 milhões de toneladas em 2017, aumento de 1% em relação a 2016. A coleta regular atingiu 91,2% do que foi gerado: 71,6 milhões de toneladas. Isso significa que 6,9 milhões de toneladas não foram coletadas pelos serviços municipais e tiveram destino desconhecido. Mas, o problema não acaba nessas 6,9 milhões de toneladas, pois também 40,9% do que é capturado pelo sistema de coleta regular são descartados de forma inadequada, num total de 29 milhões de toneladas. Essa enorme quantidade é enviada aos lixões ou a aterros controlados, nome dado a lixões adaptados, que não têm os sistemas necessários para proteção do solo, das águas e do entorno.

O dado mais alarmante, no entanto, foi o aumento da destinação inadequada no País: houve crescimento de uso de lixões de 3%, de 2016 para 2017, passando de 1.559 a 1.610 o número de cidades que fazem uso desse expediente para destinação final. Isso revela que os municípios não estão dando a devida atenção à Política Nacional dos Resíduos Sólidos, que prevê o fim dos lixões, nem com as penalidades impostas pela lei ambiental. Daí, se deduz que, diante da restrição financeira, os municípios destinaram os resíduos a locais inadequados. Outro dado importante é o crescimento de geração per capita. Em 2016, cada habitante gerou 1,032 quilo e houve acréscimo de 0,48% para 2017, chegando em 1,035 quilo. Mesmo diante da crise econômica, as pessoas estão consumindo mais e, assim, gerando mais lixo, que acaba prejudicando o meio ambiente, quando é descartado de maneira irregular. É preciso que governos e cidadãos unam-se para resolver essa questão, já que, só assim, teremos um ambiente mais limpo.

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