domingo, 16 de dezembro de 2018.
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Brasil: Estado democrático

JOÃO GONÇALVES FILHO (BOSCO) ACADEMIA LIMOEIRENSE

segunda-feira, 17 de setembro 2018

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Na amplitude dos debates políticos propostos pela mídia escrita e televisiva brasileira, no momento, renomados cientistas políticos estão a definir que vivemos, politicamente, “na agonia de Bolsonaro”, ou ainda, “no desabono da representação popular”. O atentado contra o candidato Jair Bolsonaro, 06/09/2018, líder das pesquisas de opinião, comoveu o País inteiro, com declarações de todos os segmentos da sociedade brasileira, singularmente, política e autoridades constituidas, em favor da nossa vital democracia, fortalecimento do nosso regime democrático e da paz social interna. A violência que compartilhamos, no momento, no Brasil é fruto de uma corrupção endêmica, que tomou de conta do País, nos últimos 13 anos, focado num “projeto de poder” de alguns partidos políticos, deixando o nosso País mergulhado numa decadência ética, moral, financeira, sem precedentes na história republicana. Foram palavras rebuscadas, bonitas, contudo, salvo exceções, traduziram o “status quo” dessa corrupção e delinquência em que estamos mergulhados. O relevante é que o povo brasileiro acredita no prosseguimento da Operação Lava Jato e na exemplar punição dos “crimes de colarinho branco”, enquanto, a nossa democracia irá se fortalecer nas eleições que se aproximam, com a escolha de candidatos probos, honrados, comprometidos com o bem-estar social da nossa gente e superação desta hodierna crise. Mister se faz esta consciência política, quando do nosso voto, já que esta pontua ser a democracia o regime mais compatível com as necessidades de uma sociedade, enquanto, que “por pior que ela seja, sempre será melhor que um regime ditatorial”.

A conjugação, interdependência dos poderes : executivo, legislativo e judiciário, se constituem no alicerce maior desta democracia, embora criticada, no momento, tenha sido alvo de críticas contumazes, insistentes e chegando-se de maneira vulgar, a se afirmar que temos dois tipos de Justiça, ou seja : “uma para os pobres e outra para os ricos”, algo inadmíssivel, certamente. Com a posse do Ministro Dias Toffoli, no seu 1o discurso à frente do STF, 13/09/2018, espera o Brasil inteiro que o “Poder judiciário seja marcado pela defesa democrática e da pacificação do País”. Lamentável a constatação de que o nosso atual momento político brasileiro esteja mergulhado, por 24 horas pela mídia, em noticiários revestidos de informes, notícias escabrosas, com o envolvimento de ex-presidentes da República, ministros de Estado, senadores, governadores, empreiteiras, salvo exceções honrosas, pontuando flagrantes de suborno, tráfego de influências e o velho superfaturamento de obras públicas inacabadas. Neste contexto, tais parlamentares põem em risco a nossa democracia e a levam para uma fragilização. Como síntese, cada cidadão brasileiro é responsável pela reversão desta realidade caótica que vivemos, no momento, ou seja, “governo e sociedade organizada” precisam se envolverem neste processo de “ficha limpo”, objetivando-se esclarecer bem ao eleitor sobre o imperativo de bem votar, consciente, afastando os maus políticos da vida pública. Representantes do parlamento, que assim, agem, levam a nossa democracia para o descrédito. Vivamos o Estado Democrático.

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