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Central para desaparecidos

EDITORIAL

quinta-feira, 10 de janeiro 2019

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Ogoverno do Rio de Janeiro anunciou, em solenidade no Palácio Guanabara, a criação da Coordenação de Desaparecidos, vinculada à Secretaria do Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. O lançamento ocorreu na presença do governador Wilson Witzel, da secretária do Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Fabiana Bentes, e da mãe do lutador de MMA, Vitor Belfort, Jovita Belfort – que teve a filha, Priscila, desaparecida há 15 anos.

Agora, Jovita vai dirigir a coordenação. Segundo o Governo, a proposta da Coordenação de Desaparecidos é de atuar no planejamento e execução de ações que chamem a atenção para as principais demandas dos familiares dos desaparecidos do estado do Rio de Janeiro – mais de 6 mil pessoas por ano. Ao falar da importância da coordenadoria, uma iniciativa inédita, a secretária Fabiana Bentes disse que o estado irá agora lutar pela adoção do cadastro único de desaparecidos.

De fato, a medida é importante e urgente. Entre 2007 e 2016, quase 700 mil boletins de ocorrência foram registrados por desaparecimento no Brasil, segundo dados compilados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em estudo feito a pedido do Comitê internacional da Cruz Vermelha. Em média, 190 pessoas desapareceram por dia nos últimos 10 anos, oito por hora. Só em 2016, 71.796 desaparecimentos foram registrados. Em números absolutos, São Paulo lidera as estatísticas, com 242.568 registros de desaparecimentos de 2007 a 2016, seguido por Rio Grande do Sul, com 91.469, e Rio de Janeiro, com 58.365. Sem uma central que copile esses boletins em âmbito nacional, fica difícil, às autoridades, exercer um trabalho mais consistente no sentido de encontrar essas pessoas e acabar com a aflição de tantas famílias.

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