sábado, 25 de maio de 2019.
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César Barreto, biógrafo de Virgílio

MAURO BENEVIDES JORNALISTA E DEPUTADO FEDERAL

quarta-feira, 13 de março 2019

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escritor César Barreto de Lima já tem pronto, para ser lançado nos próximos dias, uma biografia sobre o inolvidável Virgílio Távora, que se dedicou de corpo e alma ao Ceará e ao Brasil, sendo, durante mais de meio século, figura de maior relevo em nossos círculos políticos e administrativos, quando deixou pateteados a sua competência e espírito público, comprovados no exercício de funções importantes, como senador da República, ministro do Governo Parlamentarista e chefe do Poder Executivo da “Terra da Luz”.

Com ele convivi no plenário do Congresso Nacional, como Senador que éramos, principalmente na Assembleia Nacional Constituinte, quando o brilho do seu talento foi consagrado, mesmo ele já convalescente, fazendo questão de cumprir seus encargos, procedendo para que preponderasse seu amor à Pátria, numa sequência de inestimável contribuição ao desenvolvimento de nossa Unidade Federada e do País.

Após minha chegada ao Senado, tornei-me mais próximo de sua ação incessante, em prol do interesse público, quer no Plenário, ao lado de Wilson Gonçalves e de mim próprio, quer nos Órgãos colegiados da Casa, numa postura atenta para que não se postergassem as nossas justas aspirações, naquela fase tenebrosa já recuada, que experimentamos na vida política brasileira.

Quando, em 1962, alçou-se ao Palácio da Abolição, numa coligação entre o seu e o meu partido, vi-me eleito Presidente da Assembleia Legislativa, em momento delicado do ponto de vista institucional, reclamando de nossa parte entendimentos entre os Poderes, no resguardo da estrutura jurídico-constitucional, que nos foi delegada pelos nossos coestaduanos, na chamada União pelo Ceará.

Relembro que, em 30 de março de 1964, em jantar na residência oficial, ele foi avisado, pelo governador mineiro, Magalhães Pinto, nosso dileto amigo, de que o general Mourão Filho partira de juiz de Fora com destino a Brasília, na eclosão do Movimentar Militar de 31 de março, quando recebi o aconselhamento de sua parte para que, como Chefe do Legislativo estadual, me mantivesse no posto de Presidente daquela Instituição, em razão dos desdobramentos de fatos relevantes, que se alastraram pelo o País inteiro. 

O livro – do qual sou o modesto prefaciador – consagra César Barreto como analista político abalizado, que honra e enobrece as nossas tradições históricas e literárias.

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