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Concurso público: um instrumento reservado

segunda-feira, 07 de julho 2008

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Eu vejo, de uma maneira muito reservada, a edição de concurso público, e em debate vinculado à saúde. Não sou contra, no entanto, não adianta só editar concursos, sem antes haver uma avaliação geral, no tocante a toda situação de saúde do País.

Nós vimos, através dos meios de comunicação de massa, a edição, também, da liberação de vultuosas verbas federais para diversos Estados da Federação. Não é pouca coisa, não. É muito dinheiro. O que fazer com essa verba, onde fazer, quem de direito executar, de verdade, o que exige a necessidade básica e prioritária para tal execução. Dúvidas, utopias, pois, a situação da saúde brasileira é preocupante. Não se investe no material, mais rico, mais nobre, mais nevrálgico, que é o material humano. Trabalhar a saúde, não é construir um prédio, uma hidrelétrica, uma ferrovia ou uma rodovia, e sim, é executar ações de amplo aspecto, pois, quando se fala em saúde, fala-se em assistência social, em educação, em meio ambiente, em infra-estrutura, enfim, é uma situação complexa, difícil até demais, pois a questão cultural do “faz-de-conta”, do paliativo, do assistencialismo, do paternalismo e do fisiologismo é uma tônica. Atualmente, não há como garroteá-las, para uma qualidade melhor de vida do brasileiro. No entanto, devo enfatizar que o governo, sozinho, não faz nada, não dá salto qualitativo de saúde para nenhum brasileiro, se a população não participar, não ficar vigilante, não ter a co-responsabilidade de todo o invólucro da assistência à saúde de qualidade.
O povo brasileiro se contenta com o remédio para verme, distribuído por um posto de saúde, mas não reivindica ações preventivas, pois não é sabedor o quanto custa tão caro o seu tributo, e que as filas dos hospitais, cada vez mais, se agigantam. As doenças, cada vez mais, se transformam em epidemias.
Pelo exposto, devo dizer que o concurso público para a saúde é necessário, mas, tem que haver muita cautela no seu trâmite legal. Não adianta jogar avalanches de profissionais, se esses não receberem uma devida capacitação, principalmente no que tange à humanização nos serviços.
Espero, que, com a atual abertura político-administrativa, o concurso público não seja um tiro pela culatra, uma válvula de escape e, principalmente, um instrumento político-partidário ou de cunho eleitoreira. Se assim for, que continuem as avalanches de contratações e tercerizações dos serviços públicos. Pois, de alguma forma, há ao cunho curricular, transformando-se num mal necessário.
O serviço público necessita de uma reformulação geral da sua máquina administrativa institucional e, principalmente, uma reformulação da ética e da moral de suas ações para com o público.
Desejo que o instrumento acima referido venha a fazer a diferença na máquina pública. Que seja um lubrificante e não um oxidante.

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