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Crianças em risco

EDITORIAL

segunda-feira, 16 de abril 2018

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Orisco à infância ronda as crianças do mundo inteiro. Apenas para termos uma ideia, mais de mil crianças foram sequestradas na Nigéria, pelo grupo jihadista Boko Haram, desde 2013, incluindo 276 meninas raptadas em uma escola em Chibok, em 2014, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Em comunicado emitido em Abuja ao se completar, em 2019, quatro anos do sequestro das meninas de Chibok de um colégio de educação secundária, o Unicef exigiu a liberdade de “mais de 100” que ainda “têm que retornar para suas famílias”. De fato, o quarto aniversário do sequestro de Chibok nos lembra que as crianças no nordeste da Nigéria continuam sendo atacadas em uma escala assustadora.

O ataque a uma escola da cidade de Dapchi, em fevereiro passado, que acabou com o sequestro de 110 meninas, das quais mais de 100 foram libertadas em março e cinco foram dadas como mortas, é a última indicação de que há poucos lugares seguros para as crianças naquele país. É algo que revolta toda a comunidade internacional, esses ataques repetidos contra crianças em escolas. É preciso lembrar que as crianças têm direito à educação e proteção, e a sala de aula deve ser um lugar no qual estejam a salvo. O Unicef ressaltou que, desde que o conflito do Boko Haram explodiu, no Nordeste da Nigéria, há quase nove anos, pelo menos, 2.295 professores foram assassinados e mais de 1.400 escolas foram destruídas, a maioria das quais não puderam reabrir.

Não é apenas na Nigéria que as crianças sofrem ameaças. Daí a necessidade de uma conjuração de forças internacionais para discutir a questão e propor soluções que, efetivamente, protejam as crianças em zonas de conflito; elas são as partes mais vulneráveis e representam, também, o futuro do mundo. Portanto, a proteção a elas deve ser prioridade na pauta de discussão das grandes causas globais.

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