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A crise do Brasil e crescimento

JOÃO GONÇALVES FILHO (BOSCO) - ACADEMIA LIMOEIRENSE

segunda-feira, 13 de novembro 2017

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Não se faz necessário sermos cientistas políticos para afirmarmos, com todas as letras, que o Brasil vive uma crise política, econômica e moral sem precedentes, em sua história republicana, mergulhado num descrédito singular, por parte da grande população brasileira. Difícil alguma argumentação a ser apresentada contra esta : vivemos numa economia, com imensa recessão, “com uma queda real de 9% na renda per capita, entre 2013 e 2016”.

O seu crescimento é lento, anda a passos de tartarugas, sem a presença de grandes investidores internos e externos, pontuando a presença de mais de 13 milhões de desempregados entregues à própria sorte, embora sem uma crise inflacionária; imperativa uma ampla reforma política, eleitoral, ao lado de uma previdência social, trabalhista, “fiscal insustentável”e o mais deprimente : uma corrupção endêmica, que envolve a nossa classe política e parte de empresários importantes do país, numa verdadeira promiscuidade entre o público e privado.

O governo também precisa ter liberdade para controlar o número e a remuneração dos funcionários públicos, que, no momento, atinge patamares de privilégios inimagináveis, saindo o dinheiro público pelo ralo de uma má gestão da “coisa pública”. Adotando-se tais medidas, liberar-se-iam recursos para outras áreas, sobretudo, de infra-estrutura, esteio para o crescimento do nosso Brasil.

Uma reflexão amenizante apenas : vivemos numa democracia, com funcionamento dos poderes legislativo, executivo e judiciário, embora imcompreensíveis, em algumas deliberações, sobretudo, do poder judiciário, através de decisões adotadas por alguns ministros de Estado. Todas as investigações feitas pela Operação Lava Jato com ministros, senadores, governadores receberam autorização prévia para tanto, além de presidente, líderes do Congresso e dirigentes de partidos. Lamentável que a nossa representatividade política esteja desacreditada, alicerce maior de uma real democracia. Não se faz democracia sem verdadeiros partidos e políticos. Oportuno este momento, oportunidade ímpar, visando-se dar ao nosso país o verdadeiro rumo para a Nação que queremos.

Não podemos nos levar pelo exagero, muitas vêzes, do pessimismo não significando a ausência do nosso poder de indignação contra ilícitos praticados, por grande parte da nossa classe política, incluindo-se presidente e ex-presidentes da República.

Tais reformas são altamente políticas, pois, envolvem promover mudanças no “modus operandi” do Estado, políticos e estrutura administrativa. “A corrupção precisa ser substituida pela honestidade”, a capacidade pela transferência, os privilégios com os reais interesses da gente brasileira, as empresas públicas serem gestionadas, por profissionais das respectivas áreas e não por políticos ineficientes, enfim, os padrões políticos e partidários verdadeiros porem um fim a gestão viciada do momento atual. O Brasil precisa de um renascimento político e econômico. A crise atual é benéfica e se torna necessária para se descobrir o nosso real crescimento. Caso não aconteça, o futuro será caótico, triste, certamente.

 

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