sábado, 20 de outubro de 2018.
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Culto ao individualismo

IRAPUAN D. DE AGUIAR ADVOGADO

segunda-feira, 16 de abril 2018

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Ainversão de valores que caracteriza as relações pessoais na sociedade contemporânea angustia a quantos foram educados e formados dentro de padrões de conduta que não se coadunam com as práticas presentes nos dias atuais, onde os princípios éticos e morais de convívio social, foram substituídos pelo culto ao individualismo e ao estímulo de uma competitividade que há impulsionado a todos para uma corrida desenfreada na busca de “um lugar ao sol”, a um consumo desnecessário ou a conquista do poder, sem reservar qualquer espaço à solidariedade e ao respeito ao próximo.

Em meio a essa verdadeira “selva de pedra”, o homem robotizou-se, esqueceu-se de olhar para dentro de si, não mais cultivando, no dia adia, os valores do espírito, como a amizade, a gratidão, a partilha, o reconhecimento e a fraternidade, que são eternos, permanentes e imensuráveis. Ao contrário, redirecionou seus passos para um novo projeto de vida que, para viabilizá-lo, despreza as regras mais elementares de convivência humana, passando a guiar-se por sentimentos menores, dentre os quais a deslealdade, a ingratidão, o ódio, o rancor, a arrogância, a intolerância e a prepotência neste mundo marcado pelo signo do egoísmo. Nessa nova medida, ele tanto mais vale quanto mais tem ou quanto mais pode, não importando os valores que cultua. Sem dúvida que, tal equívoco de avaliação guarda correspondência com a importância hoje conferida aos valores materiais, mesmo que efêmeros.

A despeito disso, já se percebe, nos últimos anos, uma reação de alguns segmentos sociais, capitaneados pela Igreja Católica, por intermédio de seus movimentos de leigos, numa cruzada em defesa da família e do resgate dos sentimentos provindos da alma, os quais, por serem permanentes, dão o verdadeiro sentido à vida.

Infelizmente, o despertar destes valores ainda não produziu os frutos desejáveis na mente e no coração de algumas pessoas, especialmente aquelas que exercem o múnus público e que detêm parcelas de poder os quais não as deve utilizar como instrumento para a satisfação de seus desejos, caprichos ou conveniências. Precisam, antes de tudo, terem a exata compreensão de que este mesmo poder lhes foi dado por Deus, por isso que há de ser exercido para a promoção do bem-estar social e como meio de efetivação da Justiça!

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