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Custo da tragédia

quinta-feira, 20 de abril 2017

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O desastre em Mariana, em Minas Gerais, ainda trará muitos malefícios para o meio ambiente. Para tentar reverter essa situação, será necessário reflorestar os 40 mil hectares de vegetação impactados pela tragédia, quando serão necessários até 20 milhões de mudas nativas, principalmente da Mata Atlântica. Essa é a estimativa inicial da Fundação Renova, criada pela mineradora Samarco para gerir as ações de reparação dos danos causados no episódio. Para atender a demanda, teve início neste mês um levantamento dos viveiros de mudas existentes ao longo da bacia do Rio Doce. A tragédia de Mariana ocorreu em 5 de novembro de 2015, quando o rompimento na barragem de Fundão, pertencente à mineradora Samarco, liberou no ambiente mais de 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos. Além de devastar a vegetação nativa, a lama poluiu a bacia do Rio Doce, destruiu comunidades e provocou a morte de 19 pessoas.
O episódio é considerado a maior tragédia ambiental do país. O plano de restauração florestal prevê o plantio direto de 10 mil hectares. Nos demais 30 mil hectares, seria conduzida uma regeneração natural. O trabalho também abrangerá 5 mil nascentes, que receberão o plantio de árvores no entorno. A Fundação Renova estima que apenas a compra das mudas possa chegar a R$ 50 milhões. O mapeamento dos viveiros será feito em duas etapas. Inicialmente estão sendo reunidos dados como as localizações de cada um, tempo de atuação e listas das espécies produzidas. Num segundo momento, os viveiristas serão entrevistados sobre sua capacidade produtiva e detalhes técnicos.
O fato é que, tão importante quanto recuperar a área, é cuidar para que acidentes como o que aconteceu em Mariana não se repitam, em nome das vidas humanas e do meio ambiente. Cobrar fiscalização é um papel de todos nós, sendo a tragédia um lembrete do que a negligência pode ocasionar.

EDITORIAL

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